2.º Encontro sobre Desmaterialização de Transacções

No passado dia 26 de Junho de 2008, realizou-se o 2.º Encontro sobre Desmaterialização de Transacções, sob o tema “Apresentação de Resultados e Perspectivas Futuras”.

 

«Acredito realmente na desmaterialização de transacções enquanto motor económico. Acredito que os países e empresas que forem capazes de investir atempadamente em desmaterialização de transacções vão ser capazes de aumentar os seus padrões de produtividade e de competitividade», afirmou o Engenheiro António Pacheco Murta, durante a sua intervenção.

Para o Coordenador do Centro de Excelência em Desmaterialização de Transacções (CEDT), a produtividade não pode pois ser alavancada de modo tradicional, isto é, trabalhando mais: «Hoje temos de trabalhar melhor e com mais inteligência». Só assim, crê, o país terá hipóteses num mundo global, cujas portas estão abertas com tudo o que tal significa em termos de competitividade mas também em termos de oportunidade.

«Há muitas empresas nacionais a nascerem com uma clara orientação internacional e que têm tido muito sucesso no mercado global, mas a sua expressão em termos absolutos é diminuta, pelo que ainda há muito a fazer», sublinhou, por seu lado, o Engenheiro Jorge Brás, líder do Eixo para a Internacionalização das Empresas das TIC do CEDT. Ainda assim, frisou que com dedicação e força de vontade tudo se consegue. «Há pessoas a quem as coisas acontecem e pessoas que fazem as coisas acontecer», rematou.

Ainda neste sentido, o Professor Pedro Vilarinho, Director de Projectos da COTEC Portugal, acentuou que apesar de ainda serem muito poucas as transacções totalmente desmaterializadas, «o céu é o limite».

Também na perspectiva do Professor Carlos Zorrinho, Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, a aposta para o futuro do país passa pela desmaterialização de transacções. «Temos de fazer de Portugal um nearshore de referência», defendeu, e aduziu: «Temos todas as condições para sermos um destino de valor acrescentado – uma plataforma logística, mercado-teste e capaz de integrar soluções».

As potencialidades do mercado português no âmbito da desmaterialização de transacções começam, para o Dr. Jaime Quesado, Gestor do POS_Conhecimento, no sector público. «A desburocratização da administração pública passa claramente pela desmaterialização de transacções», sustentou.

«Queremos deixar de ser uma grande orquestra sinfónica, organizada, hierarquizada, onde cada um sabe exactamente o tempo em que deve entrar, para passarmos a ser um quarteto de jazz que se adapta e improvisa, enquanto a orquestra sinfónica executa», desenvolveu a Dr.ª Anabela Pedroso, Presidente da Agência para a Modernização Administrativa afirmando que Portugal tem de aproveitar a sua aptência para o que é novo, para «o gadget».


Projectos com pernas para andar
Esta acção, que se insere na iniciativa da COTEC Portugal de dinamização do Pólo de Software do Minho através do projecto Centro de Excelência em Desmaterialização de Transacções (CEDT), contou ainda com a apresentação dos projectos

  • eFlow e 
  • Hailab,

bem como com a intervenção do

  • Professor Peter Cochrane.


O Centro de Excelência em Desmaterialização de Transacções
O CEDT – Centro de Excelência em Desmaterialização de Transacções é uma sociedade privada sem fins lucrativos criada em Maio de 2008 que conta com o apoio de empresas associadas das Tecnologias da Informação e da Comunicação com competências líderes nacionais nos domínios da Desmaterialização de Transacções e das entidades do Sistema Cientifico e Tecnológico Nacional e outros actores públicos e privados para concretizar os seus objectivos, através da realização de várias iniciativas nesta área de competências.

O CEDT nasceu enquanto ideia de projecto no seio da iniciativa promovida pela COTEC Portugal designada Pólo de Software do Minho, no âmbito da criação de Pólos de Inovação identificados localmente que merecem ser reforçados e dinamizados, neste caso, na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), com a participação de seis empresas de software da região do Norte de Portugal que se distinguem pelo seu forte potencial de crescimento e de inovação (Cachapuz, Enabler Wipro, MobiComp, Primavera BSS, WeDo Technologies e Wintouch), da Universidade do Minho e do INESC Porto.

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