Publicado a 29 de outubro de 2016

A Urgência da Transição

Os problemas da economia linear e porque devemos transitar para um novo modelo?


 
O modelo de desenvolvimento económico atual assenta no princípio “take, make, dispose”, ou seja extrair, produzir, usar e deitar fora. Traduz-se na extração de recursos do capital natural, produção com matéria-prima virgem, venda, utilização e, por fim, descarte como resíduos, sem valorização. O modelo atual, linear, depende de grandes quantidades de energia, materiais baratos e de fácil acesso.
 
Apesar dos avanços na eficiência dos recursos, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis, qualquer sistema que se fundamente no consumo - e não no uso restaurativo de recursos- leva a perdas ao longo da cadeia de valor. Além disso, a rápida aceleração das economias de consumo e extrativas a partir de meados do século XX resultou num crescimento exponencial de externalidades negativas, ou seja, impacto secundários e prejudiciais nos bens que consumimos.
 
O crescimento demográfico e o aumento da riqueza tornam a procura de recursos (finitos por natureza) maior do que nunca, conduzindo à degradação ambiental. Os metais e minerais, os combustíveis fósseis, os géneros alimentícios e os alimentos para animais, bem como a água potável e os solos férteis, tornaram-se mais dispendiosos.
 
Hoje, a gestão das empresas do tipo “business as usual” é insustentável porque vivemos numa realidade em que a capacidade dos recursos é finita e existem condições de subsistência que precisamos de assegurar para garantir a perduração da raça humana. É fundamental uma mudança de paradigma. O que é preciso? Criar um novo modelo de desenvolvimento que transforme os resíduos em recursos, envolvendo as empresas, os governos, a sociedade civil e o sistema de ensino.
 
Veja o vídeo da Comissão Europeia sobre a mudança para a economia circular:


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