6.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC
Publicado a 27 de Novembro de 2012

Acelerar o crescimento das PME

Debater políticas e práticas de aceleração do crescimento das PME foi o propósito do 6.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC, que teve lugar na Culturgest no dia 21 de Novembro.

© COTEC Portugal

 

Este Encontro contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, Carlos Moedas, que se referiu ao conceito de empresas “future-proof” para descrever as «instituições capazes de resistir à mudança e adaptar-se». «Acredito que as PME têm tudo para serem à prova de futuro, descentralizadas e dinâmicas», declarou, considerando que «empresas como as que hoje são agraciadas mostram-nos como mesmo neste difícil momento é possível crescer, é possível inovar».

O 6.º Encontro da Rede PME Inovação culminou com a apresentação das novas empresas da Rede e a entrega do Prémio PME Inovação COTEC-BPI, com o apoio do jornal Público.

 

«O crescimento e a contracção estão relacionados»

As “empresas de crescimento elevado” são as que maior impacto têm sobre a economia e a criação de emprego, e nesse sentido é neste pequeno grupo de empresas que os governos devem centrar a sua atenção, defendeu Albert Bravo-Biosca, Economista Sénior na NESTA, um prestigiado ‘think tank’ do governo inglês. Possibilitar que as empresas cresçam e encolham livremente, melhorar os sistemas judicial e fiscal, e apostar na educação são algumas das medidas que, segundo o orador, permitirão acelerar o crescimento das empresas.

«As empresas que crescem depressa estão em todo o lado», não são apenas empresas de alta tecnologia ou empresas mais recentes, argumentou Albert Bravo-Biosca. No entanto, «o crescimento e a contracção estão relacionados: (...) querer que mais empresas cresçam depressa significa deixar que outras empresas encolham», explicou.

De acordo com a análise do economista a dados estatísticos oficiais, Portugal possui uma pequena percentagem de empresas de alto crescimento, sendo o seu ecossistema empresarial caracterizado pela predominância de empresas pequenas, de baixa produtividade e com reduzido investimento em activos intangíveis. Impõe-se, por isso, reflectir sobre as políticas a adoptar para acelerar o crescimento das empresas portuguesas.

Para o economista doutorado em Harvard, há dez princípios que os programas para acelerar o crescimento empresarial devem respeitar. Em primeiro lugar, devem ser selectivos: «A qualidade importa mais do que a quantidade. Ao gastar dinheiro a investir, deve ter-se a certeza de que se investe em empresas com potencial para crescer», defendeu o orador.

Adicionalmente, as políticas a adoptar devem ser estabelecidas com o sector privado, mas sem o substituir, e devem ser limitadas no tempo e realísticas: «Devemos focar-nos onde somos competitivos», defendeu Albert Bravo-Biosca. A cooperação é também essencial, bem como a possibilidade de experimentação e calibração das medidas, sempre sujeita a uma avaliação rigorosa.

Foi precisamente à cooperação que a Brisa recorreu: «apostou numa rede, fez uma ligação forte ao mundo universitário e criou novas empresas, com base em conhecimento, que estão agora a crescer», descreveu Jorge Sales Gomes da Brisa Inovação.

Já André Oliveira, da Primor, referiu que a empresa não dissocia inovação de internacionalização: «Inovando conseguimos estar mais à vontade nos mercados externos».

A partilha do capital accionista foi outro factor referido por António Murta, da Pathena, para estimular o crescimento empresarial: «Não me arrependo de ter partilhado capital social, porque se não o tivesse feito nunca poderia ter sido inglês em Inglaterra ou francês em França».
Por sua vez, Rui Paiva da WeDo Technologies destacou a importância da ambição e da cultura da empresa, realçando que, em sua opinião, as empresas portuguesas não ficam a dever nada às de outros países na «capacidade de fazer», mas sim na «capacidade de se organizar e de se promover».

Consulte as intervenções feitas durante o 6.º Encontro da Rede:

Consulte o programa do 6.º Encontro da Rede PME Inovação.

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