Publicado em 8 de Julho de 2010

Apresentação de seis novos projectos do COHiTEC.Norte@EGP

Teve lugar no passado dia 6 de Julho a Sessão de Encerramento do Programa COHiTEC.Norte@EGP 2010. No evento, que decorreu na EGP - University of Porto Business School (UPBS), foram apresentados 6 projectos de negócio, com aplicações nas áreas biomédica, têxtil, electrónica e vitivinicultura.

© COTEC Portugal

 

"Não basta investir em Investigação e Desenvolvimento; é preciso que essa I&D se materialize em valor”, reflectiu Jorge Farinha, membro da direcção da EGP-UPBS. Estava lançado o mote para a sessão de encerramento do COHiTEC, um programa que tem precisamente por objectivo apoiar a criação de empresas de base tecnológica e de elevado potencial de crescimento a partir do conhecimento gerado nas instituições nacionais de I&D.

Valorizar o Conhecimento
Já na sua sétima edição, o Programa COHiTEC é uma acção de formação em avaliação de tecnologias, na qual participam investigadores, estudantes de gestão e executivos. Durante 4 meses, equipas multidisciplinares geram ideias de produto baseadas nas tecnologias participantes e preparam um projecto de negócio para essas ideias.

“O Programa COHiTEC é a porta de entrada no Acelerador de Comercialização de Tecnologias (Act) para projectos de elevado potencial de crescimento”, explica Pedro Vilarinho, Director do Act. Nesse sentido, as equipas que participam no COHiTEC têm a oportunidade de refinar e pôr em prática os seus projectos de negócio através das etapas seguintes do Act.

Concluído o COHiTEC, a fase Act to Prove permite o financiamento da prova-de-conceito das tecnologias, através do acesso ao fundo ACTec (até 300.000 euros). Segue-se o apoio na elaboração do plano de negócios (Act to Enhance) e finalmente a negociação com investidores (Act to Add Value).

As ideias de 2010
Os projectos apresentados este ano no COHiTEC.Norte@EGP foram:

O início de uma nova fase
"O que no COHiTEC chamamos de plano de negócios, e que foi aqui apresentado com empenho, com carinho, com brilho, é só uma fase. Hoje celebramos uma vitória, mas é uma vitória parcelar, é o início de uma nova etapa”, instigou Daniel Bessa, Director-Geral da COTEC.

Da mesma opinião foi Clara Braga da Costa, da Inovcapital, que recordou aos participantes do COHiTEC que é preciso “pôr em acção o rol de conhecimentos que lhes foi dado” e “concretizar, esta ou outra ideia”. Recordou ainda que o recém-criado fundo ACTec, gerido pela Inovcapital e disponibilizado na fase Act to Prove, está disponível para financiar a validação tecnológica dos projectos que agora saem do COHiTEC.

Por sua vez, Jorge Gonçalves, vice-reitor da Universidade do Porto para a Investigação, Desenvolvimento e Inovação, e Mário Rui Silva, da Comissão Directiva do ON.2, consideraram que tem havido em Portugal um grande avanço na investigação científica. No entanto, explicou Mário Rui Silva, se “já não temos falta, em termos relativos, de I&D não business”, “em termos de rácio sobre o PIB o gap é para suprir por I&D financiada e sobretudo realizada pelas empresas”.

Já Rui Vallêra, subdirector da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, considerou que é necessário que “os alunos passem a orientar a investigação não só para a obtenção de resultados científicos relevantes como também comerciais”, sendo neste campo que o COHiTEC tem cumprido a sua missão, ao “criar um novo mindset nos seus participantes”.

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