Publicado a 29 de Janeiro de 2015

Caixa Empreender Award reúne projectos inovadores de base tecnológica

A Culturgest recebeu no passado dia 27 de Janeiro o evento Caixa Empreender Award, organizado pela Caixa Geral de Depósitos em parceria com a Caixa Capital e com os programas de aceleração Act da COTEC Portugal, Building Global Innovators do ISCTE-IUL em colaboração com o MIT Portugal e Lisbon Challenge da Beta-i. No evento, a startup Magnifinance foi considerada a “mais promissora”, tendo recebido um investimento adicional de cem mil euros, que vêm duplicar os cem mil euros inicialmente atribuídos pela Caixa Capital.

© João Cupertino

 

Ser uma montra do que melhor se faz em Portugal ao nível das startups de base tecnológica em fase inicial - foi este o objectivo do Grupo CGD com o evento Caixa Empreender Award. No total, foram apresentados 37 projectos, sete dos quais foram distinguidos nos respectivos programas de aceleração: Magnifinance (Lisbon Challenge), Nanoinspire e BioMimetx (Act da COTEC – Programa COHiTEC), doDoc, Lokkup, CorPower e NuRise (Building Global Innovators). Cada uma destas startups irá receber um investimento de cem mil euros por parte da Caixa Capital, sendo que no evento se atribuíram à Magnifinance cem mil euros adicionais.

Potencial de negócio, rapidez de expansão, vantagem competitiva, apresentação e impacto possível de um investimento adicional foram, segundo o Diário Económico, alguns dos critérios para a selecção desta startup pelo Grupo CGD como “a mais promissora”. A Magifinance consiste numa aplicação que pretende ajudar as empresas a reduzir o tempo que gastam a gerir as suas finanças. O software da empresa permite sincronizar automaticamente os extractos bancários de diversos bancos e inclui funcionalidades como o reconhecimento óptico de despesas e sugestões inteligentes de reconciliação.

O evento Caixa Empreender Award incluiu ainda três painéis, sobre aceleração de projectos de base tecnológica, investimento nacional e investimento estrangeiro. A necessidade de construir um ‘track-record’ para os aceleradores foi um tema recorrente no primeiro painel. Outra questão importante foi lançada por Carlos Oliveira, presidente da Startup Braga, que referiu que «conseguir financiamento não é a principal realização de uma startup»; de facto, é apenas o primeiro passo para se lançar no mercado e o conseguir disputar com sucesso.

Por sua vez, no painel de investidores nacionais foi realçada a ideia de que «se os projectos forem bons o dinheiro aparecerá», defendida por Stephan Morais, administrador da Caixa Capital. Na opinião de Hugo Gonçalves Pereira, da capital de risco Shilling, o problema é que as «startups têm falta de competências de venda, quer venda do seu projecto quer do produto». Para Alexandre Barbosa, da Faber Ventures, as empresas para além de serem «especialistas no seu produto devem também ser especialistas no mercado, e saber encontrar os parceiros e investidores correctos».
No painel de investidores internacionais, ficou patente a ideia de que o país tem melhorado muito o nível das suas startups de base tecnológica, sendo que é necessário continuar no caminho ascendente, para que mais startups se tornem atractivas para investidores externos. Na opinião de Benedikt Herles, da capital de risco de tecnologias das informação e.ventures, «Portugal tem a personalidade e o talento para construir grandes empresas», mas para tal «os empreendedores têm de mais ambiciosos. Não sejam tão realistas», recomendou. Já Christina Takke, da capital de risco holandesa Forbion, especialista em ciências da vida, indicou que a empresa está à procura de projectos que introduzam «mudanças qualitativas na área da medicina – não apenas um tratamento, mas a cura».

No final da tarde, houve ainda tempo para uma conversa com Mike Butcher, editor da publicação online especializada em tecnologia TechCrunch. O jornalista considerou que o ecossistema de empreendedorismo de base tecnológica em Portugal «ainda está a crescer e por isso ainda há muito mais para vir» e deixou uma dica para as startups que queiram ter cobertura por parte do TechCrunch: enviem informação “fora do comum”, “interessante”, com um "enquadramento actual”.

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