Publicado a 10 de julho de 2015

Candidaturas ao Portugal 2020 ultrapassam as 270 e superam QREN

As primeiras candidaturas na área da investigação e desenvolvimento (I&D) em colaboração, no âmbito do Portugal 2020, totalizam 274, três vezes mais do que no QREN, disse o administrador da Agência Nacional de Inovação, Miguel Botelho Barbosa.

«Recebemos 274 candidaturas que têm um investimento elegível de 240 milhões de euros e mais de 270 empresas envolvidas, isto traduz um aumento significativo da procura deste tipo de instrumentos – apoio em IDI [investigação, desenvolvimento e inovação] em colaboração», afirmou Miguel Barbosa, da Agência Nacional de Inovação (ANI).

«Em comparação com as primeiras candidaturas do QREN [Quadro de Referência Estratégica Nacional] nesta área, recebemos três vezes mais candidaturas apresentadas, três vezes mais investimento elegível e estes 240 milhões de euros daria um valor de incentivos que é 2,5 vezes superior à dotação orçamental disponível», acrescentou.

«Há uma forte participação empresarial neste tipo de instrumentos», disse, acrescentando que «75% das entidades participantes são empresas», das quais «mais de 50% é a primeira vez que concorrem a este tipo de apoio I&I [Investigação e Inovação]».

Segundo os dados, mais de metade das empresas (65%) que apresentaram candidatura são "micro ou pequenas", e quase um terço (30%) são startups criadas depois de 2010. «A participação de startups nestas primeiras candidaturas, relativamente à média do QREN, é duas vezes superior», apontou o responsável.

Para Miguel Barbosa, «o esforço que foi feito os últimos anos de apoio ao empreendedorismo, sobretudo ao empreendedorismo de base científica e tecnológica altamente qualificado, está a dar resultado». A ANI assume-se como plataforma que dá corpo ao alinhamento das políticas de I&D, Inovação e Empreendedorismo de base tecnológica, nas áreas da Ciência e da Economia.

«Estas 274 candidaturas que apresentamos têm um potencial de geração de postos de trabalho qualificados superiores a 600 contratações», sendo que 30% «seriam novos quadros», disse.

Relativamente aos sistemas de incentivos fiscais, cujas candidaturas terminal no final deste mês, o administrador da ANI adiantou que «a procura em maio de 2015 é em 20% superior» a igual mês do ano passado. Os dados de maio servem de referência para o ano. «Prevemos fechar este ano, em julho, com cerca de 800 candidaturas ao SIFIDE - Sistema de Incentivos Fiscais à I&D Empresarial e um crédito fiscal solicitado pelas empresas na ordem dos 125 milhões de euros», adiantou.

«São números muito interessantes que nos permitem olhar o futuro com confiança», disse, sublinhando que estes dados «só começam a ter impacto» nos rankings internacionais «numa janela temporal de dois a três anos».

Relativamente aos projetos do QREN, que agora terminam, a ANI geriu 650 projetos de investigação e desenvolvimento em colaboração.

«Já encerrámos cerca de metade e destes podemos tirar as seguintes conclusões: cerca de 55% estão a resultar em novos produtos e novos serviços», dos quais «60% estão já em comercialização ou em fase de lançamento, na sua maioria para o mercado internacional», concluiu.

O Portugal 2020 é o acordo de parceria adotado entre Portugal e a Comissão Europeia, que reúne a atuação dos cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento, no qual se definem os princípios de programação que consagram a política de desenvolvimento económico, social e territorial para promover, em Portugal, entre 2014 e 2020. No âmbito deste programa, Portugal vai receber 25 mil milhões de euros até 2020.

Fonte: Lusa

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