Publicado a 11 de Fevereiro de 2015

Ciência portuguesa captou 21 milhões de euros em concursos do Conselho Europeu de Investigação

O ano de 2014 foi o melhor de sempre para a ciência portuguesa nos concursos do Conselho Europeu de Investigação, tendo sido atribuídos cerca de 21 milhões de euros. No total, foram concedidas 12 bolsas a investigadores a trabalhar em Portugal.

© Observador e Público

 

Na categoria "Starting Grant", o Conselho Europeu de Investigação (ERC) atribuiu cinco bolsas, com um valor de cerca de 1,5 milhões de euros cada uma. O controlo de movimentos coordenados, o desenvolvimento do timo, a divisão celular e a detecção de bactérias resistentes a antibióticos. São estes os temas que irão ocupar os cientistas premiados, nomeadamente Megan Carey, do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud, Nuno Alves, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto, Ana Carvalho, do IBMC e Raquel Oliveira, do Instituto Gulbenkian de Ciência, e finalmente Ana Cecília Roque, da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa.

Física e engenharia de materiais são as áreas de dois dos projectos distinguidos com uma "Consolidator Grant", dos investigadores Vítor Cardoso, do Instituto Superior Técnico, e Isabel Mercês Ferreira, da Universidade Nova de Lisboa. Estes projectos irão receber um financiamento de 1,6 e 2 milhões respectivamente.

Aplicar equações de Einstein em condições extremas, em particular na física e astrofísica de buracos negros e na geração e detecção de ondas gravitacionais - é este o projecto de Vítor Cardoso, que em 2010 já tinha recebido uma "Starting Grant". Já Isabel Mercês Ferreira irá trabalhar nos próximos cinco anos no desenvolvimento de um dispositivo que transforma o calor e a luz ambientais em electricidade.

Outros cinco cientistas, a trabalhar na área das ciências da vida, foram também distinguidos com uma "Consolidator Grant". Trata-se de Henrique Veiga Fernandes, Bruno Silva Santos e João Barata, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, Cristina Silva Pereira, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, e Luís Moita, do Instituto Gulbenkian de Ciência.

No Instituto de Medicina Molecular, o investigador principal Henrique Veiga Fernandes irá estudar doenças inflamatórias, infecciosas e tumorais no intestino, com o apoio da bolsa de 2,3 milhões de euros recebida. Com 2 milhões cada um, Bruno Silva Santos centrar-se-á nas citocinas, moléculas essenciais na resposta do sistema imunitário às infecções causadas por vírus, bactérias, fungos e parasitas, e João Barata estudará a relação entre a molécula IL-7, que se liga à superfície de células do sistema imunitário, e o desenvolvimento do cancro.

No Instituto de Tecnologia Química e Biológica, Cristina Silva Pereira irá desenvolver substâncias antifúngicas utilizando poliésteres vegetais, enquanto no Instituto Gulbenkian Luís Moita abordará novas formas de proteger as células contra a sépsis.

Em reacção à notícia da atribuição das bolsas do Conselho Europeu de Investigação, o Ministério da Educação e da Ciência considerou que se trata de «um financiamento altamente competitivo que reconhece a Ciência de excelência desenvolvida por cientistas portugueses ou a trabalhar em Portugal e mostra a crescente competitividade internacional do nosso tecido científico».

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