Publicado em 4 de Janeiro de 2012

Cimpor e IST investigam substituto do cimento

A Cimpor assinou um contrato com o Instituto Superior Técnico para o desenvolvimento de um projecto de investigação e desenvolvimento que pretende explorar a possibilidade de fabricação de novos materiais alternativos ao cimento.

A área de Investigação & Desenvolvimento assume uma relevância estratégica para a Cimpor, que procura posicionar-se na linha da frente para os desafios futuros da indústria. A longo prazo, a empresa aspira a identificar uma nova tecnologia que permita produzir industrialmente um material com as mesmas propriedades do cimento, utilizando menos recursos naturais e menos emissões de CO2.

O contrato agora firmado com o Instituto Superior Técnico (IST) decorrerá em paralelo e complementarmente com o projecto de investigação que a Cimpor desenvolve desde 2008 com o Massachusetts Institute of Technology (MIT), sobre a nanoengenharia do silicato de cálcio hidratado (C-S-H), através de técnicas de simulação computacional.

Nos próximos três anos, a investigação irá centrar-se no fabrico experimental de materiais já simulados e no aprofundamento por via experimental e computacional do mecanismo de hidratação do clínquer, sempre na perspectiva de identificar ganhos de eficiência sem perda de qualidade.

A equipa do projecto que agora se inicia é composta por quadros da Cimpor Tec, o Centro de Competências do Cimento da Cimpor e conta com a coorientação científica e o suporte laboratorial do IST, que assume também a supervisão das teses de doutoramento de colaboradores da Cimpor envolvidos na investigação científica.

Sedeada em Lisboa, a Cimpor Tec é responsável pela inovação e desenvolvimento técnico do grupo a nível mundial e pelo suporte às unidades de negócio em áreas tão diversas como a geologia e matérias-primas, engenharia de processos, produtos e qualidade, inovação e desenvolvimento de novos produtos, testes laboratoriais, treino técnico e desenvolvimento sustentável, entre outras.

A qualidade, segurança, durabilidade e baixo custo da construção com base no cimento tornaram-no num elemento indispensável à vida moderna e no segundo material mais consumido no mundo a seguir à água. Por essa razão, a indústria cimenteira continua a enfrentar um importante desafio na redução das emissões globais dos gases com efeito de estufa, apesar dos importantes progressos que o investimento em I&D e a aplicação de novas tecnologias têm proporcionado na redução das emissões unitárias..

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