Publicado a 16 de Setembro de 2013

Comissão Europeia lança novo indicador de inovação

A Comissão Europeia lançou no dia 13 de Setembro o novo indicador de resultados de inovação, denominado «produção de inovação», que mostra em que medida as ideias provenientes de sectores inovadores têm condições para chegar ao mercado, proporcionando melhores empregos e tornando a Europa mais competitiva.

Desenvolvido a pedido do Conselho Europeu para comparar o desempenho das políticas nacionais em matéria de inovação e monitorizar o desempenho da UE em relação aos seus principais parceiros comerciais, o novo indicador proposto vem complementar o indicador da intensidade de I&D, e irá apoiar os decisores políticos na criação de acções novas ou reforçadas que eliminem as restriçoes que impedem os inovadores de traduzir ideias em bens e serviços de sucesso.

O indicador mostra que persistem diferenças significativas entre os países da UE, e que, numa comparação realizada a nível internacional, a UE revela um bom desempenho no seu conjunto, embora se situe atrás de algumas das economias mais inovadoras do mundo. Ainda segundo este mais recente indicador, a Suécia, a Alemanha, a Irlanda e o Luxemburgo são os Estados-Membros da União Europeia que tiram maior partido da inovação.

A Comissária Máire Geoghegan-Quinn, responsável pela Investigação, Inovação e Ciência, afirmou: «Se quiser liderar a economia global, a União Europeia tem de saber converter as suas boas ideias em produtos e serviços de sucesso. É igualmente necessário reduzir o importante fosso existente no domínio da inovação. O indicador proposto ajudar-nos-á a avaliar o nosso desempenho e a identificar claramente os sectores em que os países precisam de agir.»

Este indicador mostra uma grande diversidade em termos de produção de inovação nos Estados-Membros da UE (média da UE fixada em 100 em 2010):

Os países da UE que ocupam as primeiras posições devem-no aos seus bons resultados em vários ou em todos os seguintes domínios: economias com utilização intensiva de conhecimentos, empresas inovadoras em rápido crescimento, níveis elevados de registo de patentes e exportações competitivas.

A novidade do indicador proposto é o facto de se centrar na produção de inovação, completando, deste modo, o Painel de Avaliação da «União da Inovação» e o Índice Sumário da Inovação da Comissão, instrumentos que avaliam o desempenho global dos Estados-Membros e da UE em termos de inovação, com base num conjunto de 24 indicadores de inovação, que inclui elementos facilitadores, de actividades e de produção (tornados públicos no Innovation Union Scorebord).

A produção de inovação abrange um âmbito muito vasto e difere de sector para sector. O indicador proposto baseia-se em quatro componentes seleccionados pela sua pertinência:

  1. A inovação tecnológica medida pelo número de patentes; 
  2. O emprego em actividades com utilização intensiva de conhecimentos, expresso em percentagem do emprego total; 
  3. A competitividade dos bens e serviços com utilização intensiva de conhecimentos. Esta baseia-se no contributo do saldo da balança comercial dos produtos de alta e média tecnologia para o total da balança comercial e dos serviços com utilização intensiva de conhecimentos em percentagem do total das exportações de serviços;
  4. O emprego em empresas de crescimento rápido de sectores inovadores.

Uma comparação com alguns países terceiros revela que, globalmente, a UE obtém bons resultados. A Suíça e o Japão registam claramente as melhores prestações, mas a UE está praticamente ao mesmo nível dos Estados Unidos em termos de produção de inovação.

Consulte mais informação acerca deste novo indicador aqui.

Fonte com outras ligações aqui.

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