Publicado a 1 de Fevereiro de 2011

Conferência ProTon Europe

A 8.ª Conferência Anual da ProTon Europe (Associação Europeia de Transferência de Tecnologia) decorreu nos passados dias 26 a 28 de Janeiro em Lisboa, sob o tema “Transferência de Conhecimento – Aproximando a ciência e a indústria para um novo paradigma de sustentabilidade”. Com organização conjunta da ProTon Europe, COTEC Portugal, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Instituto Pedro Nunes e Universidade de Lisboa, esta conferência juntou 120 participantes, entre universidades europeias líderes no campo da investigação, empresas inovadoras e representantes dos institutos de patentes português, europeu e norte-americano.

A 8.ª Conferência Anual da ProTon Europe (Associação Europeia de Transferência de Tecnologia) decorreu nos passados dias 26 a 28 de Janeiro em Lisboa, sob o tema “Transferência de Conhecimento – Aproximando a ciência e a indústria para um novo paradigma de sustentabilidade”. Com organização conjunta da ProTon Europe, COTEC Portugal, Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, Instituto Pedro Nunes e Universidade de Lisboa, esta conferência juntou 120 participantes, entre universidades europeias líderes no campo da investigação, empresas inovadoras e representantes dos institutos de patentes português, europeu e norte-americano.


© COTEC Portugal

 

“Hoje em dia existe um compromisso generalizado na aproximação entre a ciência e a indústria”, no entanto “num momento de crise, é necessário focarmo-nos no melhor uso dos recursos de que dispomos”, sendo um deles a experiência em energias renováveis, considerou Carlos Zorrinho, Secretário de Estado da Energia e da Inovação.

Neste enquadramento, “as instituições de ensino superior têm um papel importante como pólo regional, e mesmo mundial, capaz de fazer a ponte entre a ciência e as empresas com um sucesso considerável. Não podemos desperdiçar esse papel, especialmente na situação actual. Precisamos de soluções inovadoras e de as colocarmos em prática”, afiançou Maria Amélia Loução, Vice-Reitora da Universidade de Lisboa.

Também Francesc Solé Parellada, Professor na Universidade Politécnica da Catalunha e keynote speaker no evento, defendeu que é essencial criar um ecossistema de inovação, pois a Europa está “rodeada de países de elevado crescimento e ‘não sabe o que fazer’”. “Precisamos de universidades empreendedoras. A universidade é uma ferramenta pois constitui uma rede global muito importante”, que reúne conhecimento, pessoas e fundos. No entanto, sublinhou Francesc Solé Parellada, a transferência de conhecimento surge na sequência de uma evolução das universidades, pois só quando o sistema tecnológico e científico se encontra suficientemente desenvolvido é que é possível efectuar a transferência de conhecimento. “Sem bons projectos não pode haver financiamento, e os bons projectos levam tempo. Não basta uma descoberta sensacional, é necessária uma aplicação”.

Neste contexto, os Gabinetes de Transferência de Tecnologia são entidades recentes, “com pouco financiamento e pessoal, a quem é pedido que desempenhem uma multiplicidade de papéis”, considerou Susana Barreiros, Subdirectora da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. “Os directores das instituições não se apercebem que o feedback financeiro não é o único que se pode esperar dos Gabinetes de Transferência de Tecnologia”, rematou.
Por sua vez, Pedro Vilarinho, Director do Act da COTEC, argumentou que a métrica destinada a avaliar a actuação dos Gabinetes de Transferência de Tecnologia deveria ser “menos focada nos inputs (publicações e patentes) e mais focada nos outputs” (por exemplo, na qualidade das startups criadas). Para Pedro Vilarinho, em Portugal “o venture capital não existe, chamamos-lhe ‘capital de risco’ e isso diz tudo – não há dinheiro para a prova-de-conceito, quando a investigação deixa de ser meramente investigação mas ainda não está suficientemente desenvolvida” para ser atractiva para investidores. Uma novidade, no entanto, é o Fundo InovCapital-ACTec, que irá tentar preencher esta lacuna e apoiar a prova-de-conceito de startups portuguesas de base tecnológica.

A criação de spin-offs e o sistema de protecção da propriedade industrial foram outros dos temas debatidos nesta conferência, com Nuno Sebastião, CEO da Feedzai, a defender que um dos problemas que as startups enfrentam é “conquistar a confiança dos clientes” e “fazer a primeira venda”. “Os clientes pensam: será que a startup ainda vai existir daqui a dois anos?”, exemplificou Nuno Sebastião.

Na Sessão de Encerramento desta 8.ª Conferência, Pat Frain, recém-eleito Presidente da ProTon Europe, deixou um repto – que as negociações sobre a reformulação do sistema europeu de patentes cheguem a bom porto, diminuindo os custos e simplificando o processo de patentear – e um desejo – que os Gabinetes de Transferência de Tecnologia europeus se possam desenvolver, contribuindo para o apoio à criação de empresas de conhecimento intensivo.

Conheça o programa deste evento

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