Publicado em 23 de novembro de 2015 (atualizado em 2015-11-24)

Conheça as finalistas do Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2015

São sete as PME finalistas do Prémio PME Inovação COTEC-BPI, galardão que distingue anualmente uma Pequena ou Média Empresa que se tenha destacado no panorama nacional pela sua atitude e actividade inovadoras. A(s) vencedor(as) do prémio serão conhecidas na tarde de 9 de dezembro durante o 12.º Encontro Nacional de Inovação COTEC.

© COTEC Portugal

 

Duas empresas que operam no sector das tecnologias de informação (i2S - Informática, Sistemas e Serviços, SA e TEKEVER Tecnologias da Informação, SA), duas empresas do sector do mobiliário (Bi-silque - Produtos de Comunicação Visual, SA e Movecho, SA), uma do têxtil (ERT Têxtil Portugal, SA), uma da engenharia de materiais (Palbit, SA) e outra do calçado (ICC - Indústrias e Comércio de Calçado, SA) são as sete finalistas do Prémio PME Inovação COTEC-BPI 2015, que será entregue pelo Presidente da República, no 12.º Encontro Nacional de Inovação COTEC, no dia 9 de dezembro.

O Prémio, na sua 11.ª edição, distinguiu desde 2005 treze PME vencedoras e quinze PME com uma menção honrosa. Em 2014, o Prémio PME Inovação COTEC-BPI foi atribuído em ex-aequo às empresas Celoplás - Plásticos para a Indústria, SA e Vision-Box - Soluções de Visão por Computador, SA, tendo o Júri decidido atribuir uma Menção Honrosa à BERD - Projecto, Investigação e Engenharia de Pontes.

As candidaturas são avaliadas pelo Júri do Prémio, presidido por Artur Santos Silva (BPI) e do qual fazem parte António Amorim (Grupo Amorim), António Portela (Bial), Carlos Moreira da Silva (BA Vidro), Emílio Rui Vilar (REN), Isabel Mota (Fundação Calouste Gulbenkian), João Lobo Antunes (Conselho Superior de Ciência, Tecnologia e Inovação), João Silveira Lobo, e Manuela Tavares de Sousa (Imperial).

Conheça as sete PME finalistas

Bi-silque - Produtos de Comunicação Visual, SA
A Bi-Silque é uma empresa familiar 100% nacional que atua no sector de produtos de comunicação visual. Fundada em 1979, e aproveitando a localização numa região com cerca de 7.000 empresas do sector da cortiça, começou por explorar o mercado dos brindes neste material. Desde o início orientada para o mercado externo, a participação numa feira em Dusseldorf na década de 1980 permitiu a parceria com um banco alemão, que ofereceria um quadro em cortiça a quem abrisse uma conta bancária.
Abertas as portas da exportação, a Bi-silque especializa-se, nos anos 90, em quadros de cortiça, papel e alumínio e, mais tarde, noutros produtos, cada vez com maior valor acrescentado. Esta década marca também o início da expansão internacional, com a abertura de uma sucursal no Reino Unido.
Em 2014, a Bi-silque registou um volume de negócios superior a 49 milhões de Euros, 95% dos quais resultantes de exportação para mais de 60 países em 5 continentes, fundamentalmente nos mercados mais maduros e exigentes (Reino Unido, EUA, Alemanha e França).
A liderança no mercado europeu de produção de quadros assenta na sua capacidade produtiva local (diariamente, a Bi-silque produz 15.000 blocos de papel e 45.000 quadros), num portfólio abrangente em produtos de comunicação visual (desde quadros brancos, de cortiça, e vidro a vitrines, displays, telas de projeção ou quadros interativos) e numa estratégia diversificada por mercados alvo (Corporate e Home Office e Educação) e diferentes canais de distribuição.
A longevidade e liderança no sector é sustentada por uma aposta contínua na inovação, com uma equipa dedicada e parcerias com Universidades de referência no sector, como Aveiro (patente em curso) e Minho (aplicação de tecnologias a novos produtos).

ERT Têxtil Portugal, SA
A ERT Têxtil Portugal, SA está implantada em São João da Madeira, onde desenvolve a sua atividade desde 1992, dedicando-se ao fabrico de têxteis técnicos. No final dos anos 90 a empresa aproveitou as oportunidades então criadas para o desenvolvimento da indústria automóvel em Portugal e em 2000 começou a fornecer este sector. A administração foi modernizando a empresa, fazendo com que ela crescesse e se especializasse e atualmente os seus produtos são aplicados, sobretudo, no sector automóvel (85%) – onde é líder no mercado nacional – em produtos de moda e de desporto (10%) e em componentes para barcos e comboios (5%).
Em 2006, a ERT iniciou o seu processo de internacionalização, para o qual estabeleceu uma joint-venture de capital nacional com a Coindu, dando origem à constituição da ERT Group Automotive. Este processo permitiu alargar operações na Europa de leste, mais próximo dos clientes, mantendo a centralização das funções de gestão em Portugal. Em 2013 a ERT tornou se acionista da Plus Felt S.L., empresa espanhola especialista na produção e comercialização de isolamentos acústicos para veículos automóveis e adquiriu também a totalidade do capital da empresa Reiner Interieur S.R.O., na República Checa, constituindo a ERT Automotive Bohemia. A ERT Têxtil Portugal, SA está hoje representada em oito países europeus e realizou só em Portugal mais de 30 milhões de euros em volume de negócios, em 2014.
A ERT é atualmente uma das mais reputadas empresas portuguesas no sector dos têxteis técnicos com produtos que equipam todas as grandes marcas de automóveis e as premium como a Porsche, Maserati, Audi e Rolls Royce. E pouco mais de vinte anos depois de ter começado como uma microempresa, a ERT arrancou em 2014 com um Centro de Inovação Criativa que define as linhas estratégicas de investigação, desenvolvimento e inovação da empresa. A partir deste Centro desenvolvem-se projetos tão distintos como os de incorporação de sistemas de iluminação e de sistemas inovadores de aquecimento em têxteis e materiais flexíveis, mas também se trabalha no desenvolvimento de projetos interfaces homem-máquina para assistência à condução.
i2S - Informática, Sistemas e Serviços, SA
A i2S dedica-se em exclusivo ao desenvolvimento de software e à prestação de serviços de suporte para a atividade seguradora. Fundada em 1984 e contando atualmente com aproximadamente 250 colaboradores e um volume de negócios na ordem dos 15 milhões de euros, a i2S tem a sua sede no Porto e escritórios em Lisboa, Madrid, Luanda, Maputo e São Paulo. Destas localizações dá suporte a mais de 50 companhias de seguros e sociedades gestoras de fundos de pensões e a mais de 150 mediadores de seguros. Sendo líder de mercado em Portugal e Angola a i2S tem também clientes em Espanha, França, Moçambique, Polónia e Cabo Verde.
De forma a suportar a sua estratégia de crescimento a i2S firmou parcerias estratégicas com tecnológicas (Oracle, Microsoft, IBM), universidades (UMinho, UPorto), integradores (everis, PwC) entre vários outros.
Ao longo dos anos foram atribuídos à i2S vários prémios e distinções, sendo os mais recentes a distinção como PME Líder e PME Excelência e a Chancela Top Exporta Santander. Analistas de referência como a Gartner e a Celent também referem a i2S como fornecedor de software líder no quadrante Niche Player relativamente à capacidade de execução da solução GIS no Magic Quadrant for Life Insurance Policy Administration Systems, Europe (Gartner) e que continua a consolidar a sua presença nos países que escolheu como alvo (Celent).
Do ponto de vista organizacional, a i2S tem implementado as boas práticas associadas aos seus processos internos de suporte a clientes (ITIL), de gestão de projetos (PMBoK) e desenvolvimento (Agile Scrum). Associando estas práticas a uma empresa dinâmica, inovadora, com uma base de conhecimento especializado do negócio segurador e a uma taxa de 100% de sucesso em projetos de implementação, é justificada a confiança que os clientes lhe depositam e o crescimento contínuo e sustentado que tem demonstrado ao longo da sua existência.

ICC - Indústrias e Comércio de Calçado
A ICC - Indústrias e Comércio de Calçado, fundada em 1986 pelo engenheiro Teófilo Leite, dedica-se à produção e comercialização de calçado profissional, de homem e de senhora, para os mais diversos sectores de atividade: indústria, construção civil, logística, transportes, manutenção, eletrónica, extração de minérios, saúde, exploração florestal e, entre muitas outras, forças de segurança, militares e protecção civil.
Detém quatro marcas (Lavoro, No Risk, Portcal e Go Safe), uma empresa de distribuição na Alemanha e figura entre os mais reputados produtores europeus de calçado profissional.
Alemanha, Reino Unido, Benelux, Suíça, Mongólia, Qatar, Omã, Emirados Árabes Unidos, Nigéria, Egipto e Zâmbia, por exemplo, figuram entre os principais destinos das suas mais de 70 referências. Exporta 81% da produção para mais de 50 mercados.
Com 18 registos de utilidade pública e um percurso de quase 30 anos de inovação, a ICC, a primeira empresa do sector do calçado profissional a deter certificação IDI - Investigação, Desenvolvimento e Inovação, afirma-se, progressivamente, à escala global, como uma indústria de serviço.
Para adequar a sua oferta aos desafios do mercado dos EPI, que exige respostas rápidas e capacidade para incorporar a perspetiva, as necessidades e as singularidades dos utilizadores finais, a ICC criou o SPODOS, o único Foot Science Center do sector, que visa o desenvolvimento e o aconselhamento técnico do calçado profissional mais adequado a cada tipologia de ambiente de trabalho.
A Fénix, uma bota de bombeiro que minimiza os riscos associados à missão de combate aos fogos florestais (resiste a temperaturas superiores a 400°C), é um dos seus mais recentes sucessos e contou a colaboração do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF) e da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), que operam na órbita da Universidade de Coimbra.
A testeira Safety Slim Shoe (S3), que incorpora aço desenvolvido originalmente para a indústria automóvel e aeronáutica (pilares de resistência dos chassis), que a ICC desenvolveu em parceria com a Universidade do Minho, é outro exemplo que promete revolucionar um domínio, que, a nível mundial, não conhece uma evolução há várias décadas.
Em 2014, a ICC registou um volume de negócio superior a 11 milhões de euros.

Movecho, SA
A Movecho, SA é uma empresa luso-suíça implementada em Nelas, Portugal, desde 1989, contando já com um historial de 25 anos de destaque, com elevados padrões de inovação, rigor e qualidade. Com uma área operacional de 16.000m2, a MOVECHO é constituída por uma equipa dinâmica de 160 colaboradores, distribuídos por diferentes campos de ação: desenvolvimento de projetos, design, engenharia de produto, fabricação, comercialização e instalação.
Inicialmente orientada para a produção de mobiliário de escritório, a empresa é, hoje em dia, especialista na área de shopfitting para toda a Europa com projetos em áreas tão diversificadas como: perfumarias, banca, telecomunicações e saúde, e ávida por deixar um marco no mundo do design.
A criação de produtos de design em cortiça tem sido um campo em crescimento no âmbito da investigação e desenvolvimento, tornando-se o passo em frente na estratégia da Movecho. O domínio de materiais tradicionais, como a madeira, os seus derivados e o metal, conduziu a novas experiências, que revelam o caráter nobre, ecológico e versátil da cortiça.
A Movecho implementa a filosofia Kaizen há mais de 5 anos, com indicadores de eficiência energética, que lhe valeram, por exemplo, a distinção como Vencedor Absoluto do Prémio EDP Energia Elétrica e Ambiente 2014, na categoria Indústria. A empresa aposta de forma contínua no investimento em tecnologia de ponta, estando dotada de equipamento único a nível ibérico no acabamento de materiais, bem como de sistemas robotizados na transformação de diversos materiais.
Um dos produtos mais inovadores desenvolvidos pela Movecho consiste na cadeira SPHERICAL, desenhada pelo Arq. Miguel Arruda, Professor Catedrático da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Na conceção desta cadeira foram utilizadas as valências do laboratório de investigação e desenvolvimento da Movecho, onde são desenvolvidos estudos ergonómicos e é utilizada tecnologia nas áreas de aglutinação e moldagem para trabalhar a cortiça.

Palbit, SA
A Palbit, SA nasceu em 2004, mas a sua origem remonta a 1916, para assegurar a concessão da exploração das minas de galena do Palhal. Com o tempo, a lavra extinguiu-se e a empresa cessou a atividade mineira. Em 1941, em virtude de ter uma concessão de produção de eletricidade, foi adquirida pelo Grupo SAPEC e, em 1952, passa a produzir peças e ferramentas de corte utilizando carboneto de tungsténio. Hoje, a Palbit tem 93% do capital em acionistas portugueses e um acionista sueco com 7%, exercendo a sua atividade no desenvolvimento, produção e comercialização de ferramentas industriais de elevada performance executadas em metal duro, materiais ultraduros e aço.
A Palbit, SA atua em três áreas de negócio – ferramentas de corte, anti desgaste e ferramentas para pedreiras e está presente em 5 continentes ultrapassando os 80% de exportações para mais de 50 países diferentes, com predominância do mercado europeu. A produção de ferramentas de corte gera 80% do volume de negócio, atendendo os sectores de atividade Automóvel, Energia, Aeroespacial e Engenharia em Geral.
A Palbit, SA é detentora do capital da empresa comercial PALBIT - Comércio de Ferramentas, Lda. (filial no Brasil) e da empresa comercial PALBIT MX, SA (México).
Em 2014, registou um volume de negócio consolidado de 11,9 milhões de euros.

TEKEVER - Tecnologias da Informação, SA
O Grupo surge em 2001 fundado por engenheiros de informática e computação do Instituto Superior Técnico, desenvolvendo uma plataforma própria que integra tecnologias de mobilidade e de inteligência artificial para a gestão de workflows. As atividades do Grupo estão organizadas em duas grandes áreas – a de Tecnologias de Informação e a Divisão Aeroespacial, de Defesa e Segurança.
A Tekever é responsável pelo desenvolvimento do sistema mobile da EDP, o terceiro maior da Europa, apoiando diariamente mais 5.000 pessoas e integrando os processos de trabalho do backoffice daquela empresa. No segmento de PME, a Tekever desenvolveu a Mobizy, distinguida nos prémios WSA – atribuídos pela ONU – como a melhor app de negócios em 2015.
A Tekever desenvolve os sistemas de controlo e fabrica os aviões não tripulados (drones) que serão utilizados na vigilância marítima dos países da União Europeia no Atlântico Norte e Mediterrâneo, no âmbito de um consórcio criado pela Agência Europeia de Segurança Marítima e pela Agência Espacial Europeia. Recentemente apresentou o projecto Brainflight, fazendo uma demonstração pública inédita de um drone controlado pela mente.
A Tekever está ainda a afirmar-se internacionalmente no sector das comunicações espaciais e na produção de nano e microssatélites.
O principal produto da empresa na área de Espaço chama-se Gamalink, que está na base das participações da empresa em missões da Agência Espacial Europeia. Já no âmbito dos nano e microssatélites, a empresa está a ultimar o primeiro satélite feito integralmente em Portugal. Chama-se GAMASAT em homenagem a Vasco da Gama, o navegador português.
O Grupo é composto por sete empresas, com cerca de 120 colaboradores, exportando cerca de 75% de um volume de negócios próximo dos 20 milhões de euros. A empresa tem ainda subsidiárias no Reino Unido, Estados Unidos, Brasil e China.

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