COTEC apresenta Projectos COHiTEC. Lisboa@NOVA

A COTEC realizou, no dia 5 de Junho, a Sessão de Encerramento do Programa COHiTEC.Lisboa@Nova em Lisboa. O evento decorreu na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, onde este ano foram apresentados cinco projectos.

 

«Portugal é um país que tem reduzida capacidade empresarial. Parte disso deve-se a questões históricas e culturais, outra parte tem a ver com a formação dada nas universidades. E as universidades têm um grande papel nas mudanças de mentalidades», começou por dizer o Doutor Paulo Soares de Pinho, da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa.

Na sua perspectiva, a mentalidade é o principal obstáculo à transferência de tecnologia das instituições científicas para o mercado. Não se trata, no entanto, apenas da dificuldade em conseguir que tecnólogos e cientistas saiam dos laboratórios. «Também não é fácil ir buscar pessoas do mundo dos negócios, que, infelizmente, apenas pretendem ser gestores de negócios alheios». «Tal como o lugar dos cientistas não pode ser só a trabalhar nas universidades, também o lugar dos gestores não pode ser só a trabalhar para os outros», acrescentou.

Ao juntar os investigadores proponentes de tecnologias com potencial comercial a estudantes de gestão numa formação hands-on de 4 meses, o Programa COHiTEC procura contrariar essa tendência. Baseando-se na metodologia TEC da North Carolina State University, a acção de formação culmina com a apresentação pública das análises das oportunidades de negócio resultantes dos produtos baseados nas tecnologias propostas pelos investigadores.


Valorizar ideias de base tecnológica
Com o objectivo de apoiar a criação de startups de base tecnológica e elevado potencial de crescimento a partir do conhecimento gerado nas instituições científicas nacionais, o COHiTEC divide-se em duas fases. Na segunda fase, dos projectos participantes no Programa criam-se “empresas virtuais”.

As “empresas virtuais” dispõem de seis meses e de um capital de até 75 mil euros – disponibilizado através de um fundo financiado pelo IAPMEI e gerido pela COTEC – para desenvolverem as suas tecnologias e criarem planos de negócio robustos. Feito esse trabalho, os planos de negócio são apresentados a investidores.

«Temos esperança que se ajudarmos a criar empresas através desta iniciativa a economia vábeneficiar, tal como a transferência de tecnologias das universidades para o mercado também vai beneficiar, uma vez que se trata de valorizar tecnologias que podem resultar em empresas de elevado potencial de crescimento», explicou o Professor Pedro Vilarinho, Coordenador do Programa COHiTEC.

E acrescentou: «No processo de criação deste tipo de empresas o networking é muito importante na fase de validação dos conceitos tecnológicos e de negócio. E a COTEC com os seus mais de 100 Associados pode dar uma grande ajuda aí».


As ideias de 2008
Os projectos apresentados este ano no COHiTEC.Lisboa@Nova foram:

  • ECHION 
  • EcoBlock 
  • GreenBuilt 
  • Ion Jelly 
  • Weather4D

Apanhar o comboio da inovação
«Queremos acelerar a corrida de Portugal nos caminhos da inovação e do conhecimento. Temos que apanhar esse comboio, temos de acelerar o desenvolvimento de startups para assim acelerar o desenvolvimento económico do país», declarou o Dr. Carlos Melo Ribeiro, representante da COTEC, no encerramento do evento.

O empreendedorismo em Portugal depende, pois, duma aposta clara no conhecimento. Mas para que este floresça tem de ser cultivado. E aqui as instituições de ensino nacionais têm algo a dizer. «A UNL está a tentar congregar as suas diversas escolas no sentido de fazer com que, dentro da nossa Universidade, as ideias cresçam e cresçam bem», afirmou o Professor Rui Manuel Ganho, Vice-Reitor da Universidade Nova de Lisboa.

 

Ao apoiar a criação de empresas hight tech / high growth a partir do conhecimento gerado nas instituições científicas portuguesas, o COHiTEC faz a ponte necessária à transferência de tecnologias para o mercado. Na perspectiva do Dr. Charles Buchanan, Administrador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, este trabalho tem um grande impacto na mentalidade portuguesa. «Esta experiência pode muito bem mudar a forma como vêem o mundo e o modo como se relacionam com ele», sublinhou, dirigindo-se aos participantes de 2008.

O mundo da união entre ciência e mercado é, para o Professor António Castro Guerra, Secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação, um «novo admirável mundo». Em Portugal começa a reconhecer-se que ciência, tecnologia e conhecimento são fulcrais para o desenvolvimento económico. «Hoje mais do que nunca tem-se a consciência de que as empresas e os empreendedores são decisivos para a criação de riqueza e para a criação de emprego», frisou, acrescentando que os empreendedores estão «no topo do ranking dos influenciadores do crescimento económico».

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