COTEC apresenta Projectos COHiTEC.Norte@EPG

A COTEC realizou, no dia 3 de Junho, a Sessão de Encerramento do Programa COHiTEC.Norte@EPG no Porto. O evento decorreu na EGP - University of Porto Business School (UPBS), onde este ano foram apresentados cinco projectos.

© COTEC

 

«Este objectivo de ligar as universidades e as empresas, de valorizar o conhecimento, de transformar o conhecimento em negócios que lhe dêem um fim económico é um caminho longo e complexo», frisou o Professor Daniel Bessa, Director da EGP-UPBS, durante a sessão.

Neste «escalar de uma montanha», o percurso inicia-se com a procura de tecnologias em instituições nacionais de I&D. Convidam-se então investigadores com ideias a aventurarem-se a participar numa acção de formação hands-on que dura 4 meses e onde – seguindo a metodologia TEC da North Carolina State University – é criado o esboço de um plano de negócios.

Para tal, aos investigadores que propõem as tecnologias juntam-se estudantes de gestão, que auxiliam no processo de comercialização, e executivos, que, dada a sua vasta experiência no mundo dos negócios, não só facilitam o processo de comercialização como fornecem o networking necessário para a avaliação do valor comercial das tecnologias.


Arriscar para criar empresas
«O COHiTEC é essencialmente um exercício de alto risco», declarou o Professor Pedro Vilarinho, Coordenador desta iniciativa da COTEC, que tem por objectivo apoiar a criação de empresas de base tecnológica e com elevado potencial de crescimento.

Segundo o Professor Pedro Vilarinho, há dados estatísticos que mostram que nos Estados Unidos da América, onde a transferência de conhecimento para o mercado é prática corrente, cada universidade consegue criar uma startup de base tecnológica por cada 100 milhões de dólares de financiamento da I&D. «Se com o COHiTEC criarmos uma empresa por ano estamos a já fazer um óptimo trabalho, mas o nosso objectivo é o de ajudar a criar duas empresas em cada ano», revelou.

É durante a segunda fase do Programa que se desenvolvem as tecnologias apresentadas na primeira fase e são criados verdadeiros planos de negócio. Criam-se “empresas virtuais” para o efeito, dispondo os seus promotores de seis meses e de um fundo de 75 mil euros – financiado pelo IAPMEI e gerido pela COTEC – para validarem os conceitos tecnológicos e de negócio, reduzirem o risco e criarem valor para os promotres, as instituições de I&D e os investidores, a quem os projectos são apresentados.


As ideias de 2008
Os projectos apresentados este ano no COHiTEC.Norte@EGP foram:

  • CERQUT 
  • GRIFO 
  • InoComp 
  • NanoActive 
  • OxiStat Plus 


Inovação e crescimento económico
«O foco do Programa – apoiar a criação de startups de base tecnológica dirigidas a mercados globais – é justificado pela necessidade de mudança do paradigma da sociedade portuguesa para um paradigma que se baseia no conhecimento e na inovação», explicou o Professor Rui Guimarães, Director-Geral da COTEC, durante o encerramento do evento.

A opinião do Director-Geral da COTEC foi subscrita pelo Dr. Fernando Durão, Secretário-Geral da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, que apontou para importância de se criarem sinergias entre as instituições que fazem investigação e o mercado, lembrando também que a base da inovação é o investimento: «Se não tivermos um bom financiamento de I&D é muito difícil ter bons projectos, com uma aplicação prática, capazes de contribuir para o crescimento económico». A transferência de tecnologia é assim essencial à dinamimazação da economia nacional. No entanto, é necessário que se criem pontes sólidas. «O conhecimento produzido nas universidades pode ter uma aplicação económica, pode virar um bem ou serviço mas os investigadores não têm as ferramentas necessárias para o fazer. O COHiTEC é um elemento fulcral nessa aplicação», desenvolveu o Professor José Marques dos Santos, Reitor da Universidade do Porto.

 

«Temos hoje mecanismos de suporte a inovação como nunca antes. Temos também alguns talentos que iniciativas como estas podem colocar em rota de nova vida para influenciar a nossa economia», frisou, por sua vez, o Dr. Luís Filipe Costa, Presidente do IAPMEI, acrecentando que investigação, desenvolvimento, empreendedorismo e inovação são «factores incontornáveis» para o crescimento económico do país.

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