COTEC, CGD e InovCapital lançam Fundo de Capital de Risco ACTec

A COTEC Portugal, a Caixa Geral de Depósitos e a InovCapital lançaram dia 11 de Setembro um Fundo de Capital de Risco (FCR) para financiar a fase de prova de conceito de projectos de base tecnológica. O Fundo ACTec conta com um capital de 7.500.000€ e a COTEC irá prestar serviços de consultoria e apoio técnico no que respeita à realização de investimentos, acompanhamento e venda de participadas deste Fundo.

© COTEC Portugal

 

«O objectivo deste fundo pré-semente é valorizar a produção de conhecimento criado no Sistema Científico e Tecnológico Nacional. Em duas palavras: investir em inovação», frisou o Dr. Luís Filipe Costa, presidente da InovCapital, acrescentando que a constituição do FRC ACTec vem «suprir uma falha de mercado», a do financiamento da fase de prova de conceito tecnológico de projectos com potencial comercial.

Com vista à valorização económica do conhecimento, o FCR ACTec tem uma duração de 15 anos e centra-se em oportunidades de negócio com elevado e médio potencial de crescimento, sendo responsável pela valorização e desenvolvimento das empresas em fase embrionária, dotando-as de um plano de negócio e gestão que potenciem o seu sucesso.
Este FCR pre-seed irá, assim, financiar a fase de prova de conceito tecnológico e de negócios de projectos escrutinados no âmbito do ACT – Acelerador de Comercialização de Tecnologias, estrutura autónoma da COTEC a actuar na área da valorização do conhecimento.

«Em resultado da parceria que a sociedade gestora do Fundo estabeleceu com a COTEC, ser-nos-á possível desenvolver o passo seguinte de consolidação do Programa COHiTEC – a criação do Acelerador de Comercialização de Tecnologias – que nos permitirá criar uma estrutura interna que, em colaboração e complementaridade com as estruturas de transferência de tecnologia da instituições do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia, poderá intensificar o apoio à criação de empresas de base tecnológica que, neste novo contexto, além das de elevado potencial de crescimento, também passará a incluir as de médio potencial de crescimento e a apoiar os investigadores, que não queiram lançar as suas próprias empresas, no licenciamento de tecnologias», explicou o Engenheiro Carlos Moreira da Silva, presidente da COTEC.

O FCR ACTec prevê criar, em media por ano, 2 startups de elevado potencial de crescimento ou licenciamento de tecnologias, e 13 startups de médio potencial de crescimento.

Mais empreendedorismo
«Portugal precisa de mais empreendedorismo e de valorizar a economia», observou, durante a sessão, o Professor António Castro Guerra, Secretário de Estado Adjunto da Indústria e da Inovação. Neste sentido, o representante do Ministério da Economia e da Inovação defendeu uma mudança no «perfil de especialização» da economia nacional, de modo a que universidade e mercado estejam mais em sintonia.

O Professor Carlos Zorrinho, Coordenador Nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, por seu lado, preconizou a inovação enquanto uma «alavanca de competitividade» do País. «Portugal não é um país com défice de criatividade e talento; Portugal é um país com défice de capacidade para os transformar em riqueza, valor e emprego», lembrou ainda.

Já o Dr. Jorge Tomé, administrador da Caixa Geral de Depósitos, salientou, por seu lado, a importância para o País de «instrumentos de empreendedorismo» como o FCR ACTec: «Não só criam novos empresários – coisa que a nossa economia faz pouco –, como dão um grande impulso à indústria de base tecnológica».

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