Publicado a 24 de Julho de 2014

Criada plataforma de cooperação Noroeste Global para potenciar valor estratégico da macroregião do Noroeste

Iniciativa da Fundação Calouste Gulbenkian, teve lugar no passado dia 22 de Julho, no Porto, a assinatura do protocolo de criação da plataforma de cooperação Noroeste Global, momento em que foi também apresentado o Livro que esteve na base da criação desta plataforma e identifica os clusters consolidados, onde o Noroeste tem já um peso reconhecido.

A plataforma de cooperação para um Noroeste Global
Ao desafio da Fundação Calouste Gulbenkian juntaram-se a COTEC Portugal, quatro Universidades – Universidade de Aveiro, Universidade do Minho, Universidade do Porto e Centro Regional do Porto da Universidade Católica –, e quatro Municípios – Braga, Guimarães, Porto e Aveiro –, para criar uma plataforma de cooperação com a finalidade/missão de afirmar o valor estratégico da macrorregião do Noroeste para a economia nacional, aumentando a sua capacidade de inovação e de internacionalização, através da criação de um ecossistema que promova maiores sinergias entre as comunidades de conhecimento e as empresas, bem como com os desafios que se colocam às cidades para competirem elas próprias na economia global pela atração de investimento, conhecimento, talentos e visitantes.

As competências específicas desta Plataforma são nas áreas:

  • dos Projectos de Investigação e de Investimento: a fim de ganhar massa crítica para melhor competir nas Candidaturas aos programas operacionais temáticos e regionais e aos sistemas de incentivos do Portugal 2020 e nas candidaturas aos Programas Europeus, apresentadas pelos membros da Plataforma em consórcio com outras entidades nacionais e internacionais; 
  • da identificação de oportunidades de investimento com o sector privado; 
  • da Comunicação e do Marketing: através da promoção de uma estratégia de comunicação da imagem Noroeste Global e dos resultados dos seus projectos e de afirmação da macrorregião como motor para o desenvolvimento do País.

O livro ‘Noroeste Global’
O Livro apresentado na mesma cerimónia de assinatura do protocolo, e que está na origem desta iniciativa, faz um levantamento do Noroeste em termos geográficos, demográficos e ambientais.

Nele são descritas as principais actividades, Clusters de empresas exportadoras e pólos de indústria pesada, são caracterizados os Pólos de Ensino Superior, os Centros de Investigação, os clusters de competências das Universidades e Institutos Politécnicos da macrorregião, bem como os Ecossistemas de inovação das Universidades.

No livro são ainda identificados protoclusters que se começaram a formar e exemplifica-se a densa rede de colaborações já existentes entre Pólos de Conhecimento, centros tecnológicos e empresas.

A elaboração deste Diagnóstico Prospectivo permitiu identificar um conjunto de prioridades que permitam ao Noroeste crescer de forma mais sustentável apoiando-se nos processos de globalização:

  • Apoiar uma nova vaga de cooperação no seio dos clusters consolidados em torno das actividades de I&D, da inovação nos modelos de negócio e da internacionalização;
  • Conferir uma nova dimensão aos protoclusters, acelerando a sua internacionalização através da atracção de investimento estrangeiro e da exportação de conceitos, conteúdos, serviços e bens;
  • Reforçar as condições de atractividade de fluxos turísticos de muito maior dimensão que os actuais, valorizando o património material e imaterial existente e dinamizando as regiões Norte e Centro interior; 
  • Transformar a agricultura intensiva de produção de especialidades num cluster orientado para os mercados externos e para o abastecimento da grande distribuição, tornando esse cluster num factor de absorção do desemprego gerado nas actividades industriais tradicionais (incluindo construção e obras públicas); 
  • Construir um modelo de sustentabilidade a partir de um sistema urbano policêntrico em contexto de urbanização difusa e utilizar esta configuração territorial para criar um campo de experimentação de novas soluções no domínio das comunicações, mobilidade, energia, ciclo da água, aproveitamento de resíduos etc., criando oportunidades para que os protoclusters ganhem um campo de experimentação interno à macrorregião.

Caracterização do Noroeste como motor de competitividade e crescimento para Portugal, na iniciativa Noroeste Global
O Noroeste português constitui, a par da Região Metropolitana de Lisboa, um dos dois grandes motores regionais de desenvolvimento do país. O seu futuro é importante não apenas para a população e as entidades aí existentes e regiões envolventes (nomeadamente o Norte interior), mas também para o conjunto do país.

Dado que a macrorregião funcional Noroeste não tem uma delimitação precisa, considerou-se, para efeitos de análise, que corresponde ao território das seguintes sete NUTS III: Minho-Lima, Cávado, Ave, Grande Porto, Tâmega, Entre Douro e Vouga, e Baixo Vouga . No seu conjunto, estas NUTS III têm 10.800 km2 e quase 3,7 milhões de habitantes. Ou seja, em cada 3 residentes no continente 1 habita no Noroeste (36,5%).

O Noroeste é a principal origem geográfica das exportações portuguesas, organizadas em torno de um conjunto de clusters consolidados: Mega cluster Alimentar e bebidas; Mega cluster Habitat; Mega cluster Têxtil; Cluster da Cortiça; Cluster do Calçado; Cluster de Componentes de automóvel; Cluster de Estruturas e equipamentos, aos quais se vêm acrescentar grandes empresas nos sectores da refinação de petróleo, petroquímica e outra química pesada, fabrico de pasta e papel, e siderurgia.

Nas três últimas décadas, o Noroeste experimentou um fortíssimo investimento no ensino superior, nomeadamente nas três universidades públicas (Universidades de Aveiro, Minho e Porto) e nos quatro institutos politécnicos (Institutos Politécnicos de Viana do Castelo, Ave e Cávado e Porto, e Institutos Politécnicos da Universidade de Aveiro). Em paralelo, os programas estruturais para a Ciência e Tecnologia (C&T), o aumento muito significativo dos financiamentos nacionais para C&T e as oportunidades abertas pela cooperação científica e tecnológica europeia contribuíram para o desenvolvimento de uma rede de centros de investigação de elevada qualidade.

Nesta macroregião tem vindo a desenvolver-se uma rede de colaborações, sem paralelo no país, entre o tecido empresarial, os Centros de Conhecimento e as entidades de transferência de tecnologia. Por sua vez, a importância destas redes de colaboração contribuiu decisivamente para o surgimento de proto clusters como:

  • Energias renováveis; Mobilidade elétrica e redes elétricas inteligentes;
  • Automação, robótica e domótica; Engenharia automóvel, aeronáutica e espacial;
  • Comunicações, Navegação e Electrónica; Software de Gestão Empresarial e Serviços Informáticos; Conteúdos Digitais, Multimédia e Comunicação Interativa;
  • Biomédico, Saúde e Bem-estar;
  • Agricultura de Especialidades.
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