De entre 56, Portugal é o 17.º país que melhor influencia a inovação mundial

Segundo o relatório publicado pela Fundação Norte-Americana para a Tecnologia de Informação e Inovação a 26 de janeiro, Portugal encontra-se na 17.ª posição de entre os 56 países cujas políticas económicas e comerciais mais contribuem positivamente para a inovação a nível global.

Ao contrário da maioria dos estudos realizados até ao momento às políticas de inovação de países, focados no impacto dessas políticas na inovação do próprio país, o relatório agora publicado analisou a contribuição das políticas económicas e comerciais de cada país no sistema global de inovação.

Saber se essas políticas prejudicam ou contribuem para a inovação a nível mundial foi precisamente o objetivo do estudo que usou 27 indicadores de 56 países – aqueles que compreendem quase 90 por cento da economia mundial e para os quais existem dados estatísticos suficientes para a comparação – que refletem a forma como essa influência se processa.

O relatório concluiu que, numa base per-capita, as nações que mais contribuem para a inovação global (uma combinação de mais esforços em matéria de políticas de apoio à inovação global e menos em políticas que a prejudicam) são a Finlândia, a Suécia e o Reino Unido. Do lado oposto, Índia, Indonésia e Argentina são as que ficaram mais mal classificadas. Portugal aparece em 17.º, bem acima de Espanha (que ficou em 24.º) e de Itália (em 33.º), com os quais se costuma comparar em matéria de inovação, bem como acima da Suíça (20.º lugar), Coreia do Sul (21.º) ou Austrália (22.º).

Singapura, Coreia e Finlândia são os países que apresentam políticas que mais contribuem para a inovação mundial. Em contraste, Índia, China e Tailândia são aqueles que têm implementado políticas que mais prejudicaram a inovação a nível global. Nesses resultados, o estudo indica que Portugal é o 21.º país que mais contribui para a inovação a nível global e o 12.º que menos prejudica, valores que o colocaram no 17.º posto.

E Portugal fica ainda classificado em 2.º lugar, por exemplo, no indicador “Generosidade das taxas de incentivo à I&D” abaixo da Índia e seguido por França, Espanha e Dinamarca. A par deste, são exemplos dos indicadores usados no estudo: Número de investigadores per capita; Despesas do Governo em I&D per capita; Investimento do Governo na investigação realizada por universidades (per capita); Países com uma “Fundação Nacional para a Inovação”; Papers citados e total de citações; Despesa média em educação por estudante do ensino primário e secundário; Número de licenciados nas áreas das ciências por cada 1.000 cidadãos; Percentagem de licenciados em áreas das ciências; Número de universidades do país no ranking das 50 melhores universidades do mundo e no ranking das 800 melhores (Portugal aparece em 27.º lugar, apresentando apenas 7 no segundo ranking e nenhuma no primeiro); Taxa de “piratiamento” de software; ou indicadores ligados à proteção intelectual.

Os Estados Unidos ocupam a 10.ª posição no ranking geral, com políticas que fazem pouco para prejudicar a inovação global, estando porém aquém de outros países no que respeita à contribuição para a inovação mundial. A China aparece em 44.º, principalmente porque utiliza muitas políticas que prejudicam ativamente o sistema global de inovação.

O relatório também constata uma forte correlação entre as contribuições dos países para a inovação global e os seus níveis de sucesso da inovação, o que significa que fazendo bem no mercado interno em políticas de inovação pode também significar beneficiar o resto do mundo.

O relatório conclui que para o mundo maximizar a sua capacidade global de inovação será necessário desenvolver mecanismos mais fortes para incentivar os países a contribuírem para a inovação global que para a prejudicarem. Stephen Ezell, co-autor do estudo e Vice-Presidente da unidade de inovação global da ITIF referiu a propósito disso que «Enquanto os países lutam cada vez mais pela liderança na inovação económica, podem implementar medidas que beneficiam apenas a si próprios e prejudicam a produção de inovação no resto do mundo, ou podem implementar medidas que aumentem a sua própria inovação enquanto geram também repercussões positivas para a economia global. Para que a inovação floresça por todo o mundo, é necessário um sistema que utilize a segunda hipótese».

Consulte o relatório completo ou saiba mais aqui.

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