Publicado a 17 de novembro de 2017

Devem as grandes potências mundiais assinar um cessar-fogo cibernético?

Tim Maurer, Co-Diretor da "Cyber Policy Initiative" da Carnegie Endowment for International Peace", foi um dos oradores convidados na conferência internacional "Innovation Meets Cybersecurity", organizada a 8 de novembro pela COTEC em parceria com o GNS | CNCS, o Conselho da Diáspora Portuguesa e a Universidade de Maryland.

Na sua intervenção, Tim Maurer explicou que o objetivo do projeto que lidera é assegurar um compromisso por parte dos países do G20 para a proteção da integridade dos dados financeiros.

"A Carnegie Endowment propôs que os Estados-membros do G20 se comprometam a não atacar instituições financeiras e a não manipular a integridade dos dados das mesmas, bem como a não comprometer a disponibilidade de sistemas críticos, porque acreditamos que a estabilidade financeira é uma preocupação comum e um interesse partilhado pelos Estados-membros do G20. Também propusemos que se comprometam a cooperar em caso de incidente que possa ser um risco para a estabilidade financeira.", descreveu o académico.

"Estamos focados na integridade dos dados porque é aí que muita gente pensa que está o risco mais severo que pode comprometer a confiança no sistema financeiro. Se, de repente, alguém começa a brincar com os valores dos dados, deixamos de poder confiar nos registos. E focamo-nos na disponibilidade porque certos tipos de sistemas são tão críticos que, se estiveram offline, poderá ter também um efeito devastador. Excluímos a confidencialidade da informação porque alguns Estados vão sempre querer conduzir atividades de intelligence.", acrescentou.

Ler a entrevista completa de Tim Maurer ao jornal ECO

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