Mota-Engil recebe Rede PME Inovação COTEC
Publicado a 22 de Novembro de 2010

Dia da Mota-Engil

Foi na Casa da Calçada, em Amarante, que a Mota-Engil recebeu os representantes das empresas da Rede PME Inovação para um encontro que pretendeu estreitar laços entre o Grupo e estas pequenas e médias empresas inovadoras. Inovação e internacionalização revelaram ser as palavras-chave deste dia.

© COTEC Portugal

 

«Fala-se muito em pequenas e médias empresas e em grandes empresas, mas quando arriscamos na internacionalização somos todos pequenos e médios. Temos de começar a falar de boas e más empresas porque isso é que faz a diferença na nossa capacidade competitiva», defendeu António Mota, Presidente do Conselho de Administração do Grupo Mota-Engil (ME).

São precisamente essas boas empresas que a ME procura ter como parceiros, dentro e fora de Portugal, apostando tanto em parcerias estratégicas que acarretem know-how, quanto em parcerias locais que envolvam o conhecimento desses mercados estrangeiros. A cooperação é uma política que permite à ME vingar no mercado global, independentemente do seu tamanho, até porque, como lembrou Paulo Nunes, Administrador da ME Ambiente e Serviços, lá fora a dimensão é diferente: «Quando nos batemos com empresas estrangeiras não somos assim tão grandes, mas, ainda que sejamos pequenos, muitas vezes conseguimos fazer melhor que eles».

Um mundo de inspiração
No panorama empresarial há mais de 60 anos, o Grupo ME é multinacional e multi-serviço, com presença em 17 países através das suas sucursais e empresas participadas espalhadas pelo mundo. Do seu volume de negócios, 25% está fora da área da construção e dos 75% que estão, metade é produzida fora de Portugal. «Temos uma máxima que é a de que é impossível correr mal em todos os mercados ao mesmo tempo, e é isto que nos permite apresentar resultados equilibrados e um crescimento sustentável», afirmou Jorge Coelho, CEO do Grupo, explicando que a diversificação é resultado da política da ME de não estar dependente de áreas de negócio nem de países.

Esta orientação leva a uma aposta clara na internacionalização de uma organização que pretende assumir-se como uma empresa internacional originária de Portugal, e não uma empresa portuguesa no mercado internacional. «O facto de a ME ser oriunda de Portugal é um passivo que temos de transformar em activo», sustentou, a este propósito, Carlos Mota Santos, Administrador ME Engenharia e Construção.

Ser português pode não constituir uma vantagem na aventura da internacionalização, até porque a criação de sinergias entre empresas nacionais não parece ser prática comum. «As empresas portuguesas não trabalham no estrangeiro com outras companhias nacionais, mas é fundamental que ocorra uma mudança cultural em direcção à entreajuda, sobretudo para as PME», sublinhou o CEO do Grupo ME.

Procurando contribuir para essa mudança de mentalidade, o Grupo criou recentemente a ME Indústria e Inovação, com o objectivo de apoiar as PME a internacionalizar, numa lógica de parcerias internacionais que procuram aproveitar as sinergias do Grupo ME.

Paciência e persistência
Para uma empresa a operar no mercado global, a inovação não pode obviamente ser descurada. Uma das empresas pioneiras na certificação em gestão da inovação, a ME partilhou com algum do seu know-how neste campo, nomeadamente no que toca à gestão de ideias.

«Não existe inovação sem criatividade e não temos criatividade sem pessoas. Ora, verdadeiramente a criatividade está nas pessoas, o que em última análise significa que a inovação também», observou Rui Campos, Director de Performance, Tecnologia e Inovação do Grupo. É por isso que as organizações têm de procurar motivar os seus recursos humanos para a inovação, o que passa por dar voz às pessoas, envolvê-las e premiar os seus contributos. Mas não sendo algo «decretável», a inovação tem de chegar pelo exemplo e ser promovida pela cultura da empresa.

Na perspectiva de Rui Campos, para inovar é precisa uma dose de coragem: «quem não a tem nunca há-de inovar porque é preciso entrar no desconhecido e arriscar, havendo sempre a possibilidade de falhar». Precaver-se contra o fracasso passa, pois, pela vigilância dos mercados, das tecnologias e da própria empresa, aquilo que permite à organização conhecer as suas oportunidades, necessidades e problemas. A instantaneidade não é característica da inovação que, para ser bem sucedida, requer tempo. «É um trabalho de persistência, como é o de um agricultor que planta hoje para colher mais tarde», rematou.

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