Dia do Associado El Corte Inglés – o desafio ao universo COTEC para participar no futuro da inovação no retalho
Publicado em 31 de Março de 2015

Dia do El Corte Inglés

Foi no dia 26 de Março, que cerca de 60 participantes de mais de 30 Associados da COTEC, entre os quais Membros da Rede PME Inovação, visitaram o El Corte Inglés em Gaia, que deu a conhecer o Grupo, os seus processos internos de compras e vendas e deixou um desafio às empresas da audiência. Também estas tiveram a oportunidade de se dar a conhecer brevemente, tudo com o objectivo de constituir eventuais futuras parcerias.

 

© El Corte Inglés

 

É esse o mote dos “Dias do Associado”: uma organização do universo COTEC dá-se a conhecer às demais que a visitam e passa, também ela, a conhecer essas organizações com as quais poderá vir a desenvolver projectos em conjunto, fazer trocas comerciais, discutir ideias, ou mesmo aplicar tecnologias de outras indústrias num novo sector ou mercado. É essencialmente destas trocas de conhecimento que surgem potenciais ideias que, trabalhadas, poderão originar numa inovação.

Pedro Barbosa, Director e responsável pela equipa de vendas e pela estratégia online do El Corte Inglés de Gaia fez uma breve introdução do “Grande Armazém” onde se pode encontrar de tudo, que «todos certamente conhecem», e que foi pioneiro em Portugal a disponibilizar artigos (ex. alimentos Kosher), tendências (ex. produtos Gourmet) ou serviços de atendimento exclusivos aos clientes (ex. Carta de compra).

Daniel Bessa, Director-Geral da COTEC, a propósito do objectivo dos “Dias do Associado” salientou uma questão que refere frequentemente: «nós [empresas portuguesas no geral] vendemos “missangada”, temos de aprender a vender produtos mais “agregados”, de maior valor acrescentado, como acontece na indústria automóvel com os OEM». E é precisamente para que se conheça as reais necessidades das grandes organizações – «como EDP, SONAE, GALP, RAR ou PT, onde já se fizeram estes “dias”», salientou Daniel Bessa – em termos de bens ou serviços que procuram, que a COTEC promove os “Dias do Associado”.

© El Corte Inglés

 

O peso das compras de produtos alimentares a fornecedores portugueses
Miguel Castelão, Director de Compras de Alimentação, descreveu não só o processo de sourcing de compras alimentares, explicando como fazem, onde fazem, e o que procuram em termos de melhoria contínua, bem como deu a conhecer algumas características menos conhecidas do grande público. Com 32.000 referências activas na área alimentar em Gaia e Lisboa, elencou todos os requisitos base dos seus fornecedores, bem como dos produtos que comercializam, sublinhando que, em 2014, 85% do volume de compras de produtos alimentares foi feito em Portugal, «ao contrário do que a maioria das pessoas pensará», disse.

O objectivo do El Corte Inglés é dar sempre prioridade a parceiros locais em detrimento dos internacionais mas, naturalmente, quando estes são «tão bons ou melhores que eles», acrescentou Pedro Barbosa.

Na sua apresentação, o Director de Compras de Alimentação salientou também que «em muitas áreas somos os “motores” de inovação». «Fomos os primeiros a vender amêndoas de Páscoa avulso e hoje quase todos o fazem, quando apenas as pastelarias o faziam», afirmou.

A exigência do consumidor cada vez mais informado
Para a área dos produtos não alimentares, Ricardo Gomes, Director de Compras não Alimentares, revelou, à semelhança do que fez Miguel Castelão, o processo de sourcing de compras (como e a quem fazem, bem como o que procuram melhorar neste processo) e os requisitos base dos seus fornecedores e dos produtos que comercializam.

«O mercado é muito selectivo, globalizado, informado, rápido e imediato, conveniente, e personalizado/diferenciado. Com clientes cada vez mais conhecedores e informados, há maior exigência ao nível da qualidade, imagem, design e uma procura constante por inovações, novidades», declarou. Para tal, é «absolutamente fulcral» um bom “tempo de resposta”. Deu como exemplo o sector do vestuário em que o "modelo" de duas colecções por ano está completamente ultrapassado, exigindo aos retalhistas a disponibilização de várias colecções, pré-colecções, diferentes lançamentos, e em «quantidades mais reduzidas» para melhor satisfazerem o cliente.

E isso, afirmou em concordância com os seus colegas presentes, também implica comprar no mercado nacional, mais perto. «O El Corte Inglés acredita profundamente em produtos portugueses, quer em temos de produtos quer em termos de marcas», disse. Revelou inclusive que é efectivamente importante para o El Corte Inglés em Portugal dispor de marcas portuguesas que sejam relevantes no mercado nacional, sendo que algumas delas, incluindo, «dão o salto» para Espanha, como foi o caso da marca de roupa de bebé e criança, Laranjinha.

É por esta questão ser tão importante que o El Corte Inglés em Portugal criou uma equipa especial, liderada por Jorge Rimenez, que procura activamente fabricantes portugueses para servirem o El Corte Inglés em Portugal, e que também faz a transição dessas compras para o país vizinho.

No encontro, a área do Turismo foi igualmente referida como uma das que o El Corte Inglés pretende continuar a desenvolver, indo de encontro à procura de uma oferta mais individual, através de «programas personalizados», segundo Pedro Barbosa.

© El Corte Inglés

 

O desafio
O responsável máximo do El Corte Inglés de Gaia terminou a primeira parte da sessão com um desafio. O El Corte Inglés de Gaia quer «ser o que ainda não somos, mas pretendemos ser», sem esquecer os atributos reconhecidos pelos consumidores e atribuídos à Cadeia: atendimento, qualidade, garantia, credibilidade, entre outros, salientou Pedro Barbosa.

Mas isto continuando a ser pioneiro em Portugal e a ditar tendências no comércio pelo que, tal como todos os grandes ou pequenos retalhistas, pretende maximizar a experiência dos consumidores usando soluções diferenciadoras e inovadoras, como a aplicação de novas tecnologias ao retalho, exemplo dos ecrãs multi-touch ou provadores virtuais. Este foi o desafio lançado pelo “Grande Armazém” de Gaia, que as empresas presentes possam contribuir para este novo e grande passo que fará do El Corte Inglés de Gaia “aquilo que ainda não é, mas pretende ser”, mantendo todas as suas qualidades inatas, que os consumidores reconhecem e valorizam.

Seguiram-se, depois do momento de networking proporcionado pelo coffee-break, as breves apresentações feitas por cada uma das empresas presentes na audiência e um debate/troca de ideias e desafios entre os participantes e a equipa do El Corte Inglés.

Conheça o programa da sessão.

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