grupo dst recebe empresas do universo COTEC
Publicado a 28 de Março de 2013

Dia do Grupo dst

No passado dia 20 de Março o grupo dst recebeu as organizações do universo COTEC, Associados e empresas da Rede PME Inovação, no âmbito do ‘Dia da Associada’ iniciativa que pretende potenciar a colaboração e o conhecimento mútuo destas entidades, com destaque natural para a empresa anfitriã.

 © grupo dst

 

Foi com alusão à crise que Daniel Bessa, Director-Geral da COTEC Portugal, se pronunciou acerca do novo desígnio da Associação empresarial: encontrar os processos, «o como», para sair dela. Nos indicadores de inovação, Portugal continua a apresentar melhor desempenho nas condições e recursos, que nos resultados atingidos. Indicadores como ‘intensidade do conhecimento da exportação de mercadorias e serviços’ ou ‘taxa de crescimento do emprego’ continuam muito aquém do esperado. O problema de se conseguir melhores resultados com as condições e recursos nacionais é, para o Director-Geral da COTEC, «um problema de produtividade», que se alastra também, nas áreas tecnológicas onde Portugal apresenta vários novos produtos, à forma como estes produtos se vendem no estrangeiro com «certamente outros processos de venda que o calçado ou o têxtil».

Na frente interna, o maior desafio da Associação é, segundo Daniel Bessa, «saber como é que as empresas podem colaborar para poderem crescer» e, continuou, «para tal temos de encontrar a forma mais certa de o fazer», sendo que os Dias da Associada muito para isso contribuem.

grupo dst: «A imaginação está por detrás do que fazemos»
José Teixeira, Presidente do grupo dst descreveu a história do grupo, que nasceu «do desafio de medir a dureza de dois elementos, aço e pedra». Com cerca de 900 colaboradores, o grupo reconhecido pela sua actividade na área da Construção e Engenharia, pilares do desenvolvimento da empresa, alcançou um volume de facturação de 300 milhões de euros em 2012. Fruto da aposta na diversificação do seu portfólio foi também neste ano que 90% do resultado líquido já proveio de áreas que não a de Construção e Engenharia. Estas áreas incluem, entre outras, a Montagem de Negócios, as Energias Renováveis, as Águas e saneamento ou as Telecomunicações. A diversificação é tão determinante no grupo dst quanto os seus resultados: exemplo disso é a sua actividade na área do ambiente e sustentabilidade, que já rendeu 50% da facturação de 2012.

Apresentou as diferentes empresas do grupo, que foi crescendo com a incorporação de muitas já existentes com forte actividade nos mercados em que actuavam, como foi o exemplo da cari (empresa de construção, conservação, reabilitação e restauro de edifícios). Este crescimento orgânico do grupo é muito importante e crucial uma vez que, como afirmou José Teixeira, «ao comprarmos as várias empresas trazemos negócios para as outras áreas do grupo, porque com isso abastecemos a indústria de construção». À forte aposta na internacionalização, junta-se o foco na inovação, que sempre esteve presente em todas as actividades do grupo, que prossegue a «imaginação» que o sustenta.

Alguns segredos do sucesso: “do oceano vermelho ao oceano azul»
Na opinião do Presidente do grupo dst, os parceiros «são absolutamente vitais nas organizações», pelo que o grupo tem vindo a aliar-se a várias empresas para adquirir conhecimento. O “modelo de negócio” do grupo dst, explicou, é diferente: trata-se de «trocar o saber fazer com os lobbies instalados e com o conhecimento dos mercados existentes».

No grupo em que as actividades internacionais, um dos seus focos, resultaram em 2012 na facturação de 9 milhões de euros, formam-se «equipas fortes» com doutorandos, mestres ou MBA que permitem ou facilitam a internacionalização das empresas que o constituem.

As ligações à universidade, as parcerias com a FCT, a gestão da inovação, o «trabalhar na existência de ambientes propícios» para surgirem coisas inovadoras, a valorização do poder das perguntas, o tentar manter as vantagens de uma pequena empresa: «o corpo a corpo, o dar a cara», o ambiente acolhedor a coisas imprevisíveis como a área cultural foi o que, segundo José Teixeira, separou a dst do «oceano vermelho» e a elevou a «um patamar completamente diferente», o do «oceano azul», «onde trabalhamos com índices “a sério” de inovação e produtividade, ao contrário dos processos comuns e técnicas que todas as empresas usam».

Salientando que «a dst anda sempre à procura de negócio», o seu Presidente reforçou que a sustentabilidade dos negócios do grupo depende cada vez mais da sua capacidade de reforçar a percepção do valor dos seus produtos, serviços e modelos de negócio, vistos pelos seus clientes, colaboradores, accionistas, parceiros e sociedade. Para tal, considera fundamental a focalização na antecipação e satisfação das expectativas de todos os agentes envolvidos, apresentando soluções inovadoras e customizadas.

 

 © grupo dst

 

dstelecom, o desígnio de ser «o operador de operadores»
Exemplo da diversificação empresarial do grupo, a dstelecom é especialista na construção de redes intensivas de nova geração. Xavier Martin, CEO da empresa, explicou como é que a dstelecom pretende levar a banda larga «a todo o lado, em Portugal e no estrangeiro, e inclusive aos meios rurais».

O objectivo passa por manter um papel de “operador de operadores”, com a sua actividade concentrada na disponibilização de oferta grossista aos operadores de telecomunicações, ficando estes últimos responsáveis por assegurar todos os aspectos relacionados com a prestação de serviços ao cliente final.

Neste momento, a operação da dst é local, no interior do país, onde já instalou 9 mil quilómetros de fibra óptica em 90 concelhos, mas o objectivo «é sermos o operador de operadores». Para Martin, esta vai ser uma operação inovadora, não só em termos tecnológicos (porque a empresa desenvolveu um cabo adequado para ambientes rurais, que pode ser aberto facilmente em qualquer local), mas também porque o modelo de operação é totalmente diferente dos existentes e as aplicações disponíveis também serão únicas e adaptadas ao ambiente rural.

Convicto de que «as comunicações ajudam a transformar o mundo», o CEO da dstelecom, destacou, na sua intervenção, os componentes que permitem a construção de um modelo como o que a empresa está a desenvolver: como fazer uma rede de grande alcance; o que melhorar (na capilaridade comercial, nos processos operacionais, nos serviços e nas soluções); como colaborar para desenvolver o modelo (trocando experiências em diversos sectores e fazendo um alinhamento de atitudes); ou como o alargar e aprofundar através de aplicações híbridas, com soluções transfronteiriças.

bysteel, a aposta na internacionalização
Com um produto «altamente competitivo» que responde às necessidades dos clientes, que cada vez mais procuram “soluções chave na mão”, Rodrigo Araújo, CEO da bysteel, explicou a evolução da empresa que nasceu em 2008, resultado de um spin-off, para produzir estruturas metálicas de médio e grande porte para a construção de todo o tipo de edifícios e estruturas industriais, habitacionais ou obras de arte.

Factor crucial para o desenvolvimento da empresa, para a sua internacionalização, a bysteel usou uma abordagem de conjugação de mercados, fixando-se simultaneamente nos compradores (como é o caso de Angola) e nos maduros ou prescritores (exemplo de França). Para o seu crescimento “além fronteiras”, o CEO da bysteel descreveu aspectos essenciais a gerir como a gestão das pessoas expatriadas (em Angola) ou o estabelecimento de contactos/parcerias com as maiores empresas de construção locais (como no caso de França). Provar as competências técnicas e vencer a barreira linguística são ainda, na opinião de Rodrigo Araújo, factores imprescindíveis para singrar na internacionalização.
Sem esquecer o papel preponderante de Angola, Brasil, Moçambique e Venezuela são os novos mercados em que a bysteel aposta, sempre com a ambição de se tornar numa empresa protagonista no sector.

 © grupo dst

 

Universo dst
Seguiu-se uma visita alargada a várias empresas do grupo, tais como a bysteel ou dte, e mesmo a outras instalações – como a horta comunitária dos colaboradores ou os campos de ténis e o centro de saúde, também à sua disposição – do complexo industrial situado no Parque industrial de Pitancinhos, em Braga.

A inovação no grupo dst
João Matos, Administrador da dst, falou sobre os projectos e a actividade de IDI no grupo dst, convicto de que a realidade do grupo pode ajudar outras empresas. Ao longo do desenvolvimento da dst, «que teve um crescimento orgânico muito forte», o investimento em inovação e I&D foi determinante como suporte base de toda a diversificada linha empresarial. Como referiu João Matos, resultado da necessidade de acomodar as várias unidades de negócio de uma realidade tão heterogénea, usando um modelo de inovação transversal, em 2010 a dst comprou a totalidade do capital da innovation point. Desde essa altura, é esta empresa que facilita a gestão da inovação das empresas do grupo.

Entre 700 e 800 pessoas, a maioria dos colaboradores da dst, estão incorporadas no sistema de gestão de IDI. Este sistema reúne vários “actores”, todos eles protagonistas importantes para a manutenção da sua gestão. Exemplo de um dos actores são os GLI (Gestores Locais de Inovação), presentes em cada uma das empresas do grupo e que têm a função de reunir as ideias geradas internamente e de criar/gerir o seu movimento. Todos os GLI reportam periodicamente ao «Innovation Board» a eficácia do sistema.

Para este administrador do grupo dst, «a inovação não é um grupo de pessoas a pensar, mas sim um processo o mais aberto possível, com grande capilaridade e que chega a um maior grupo de pessoas». Para tal, e para além dos GLI e do «Innovation Board», foram criados os ALI (Animador Local de Inovação), que são o elemento que traz maior capilaridade ao sistema.

Num sistema como este, prestam-se atenção a diversos factores «muito importantes para a gestão da criatividade e das interfaces» como são, por exemplo, dois stakeholders principais: um externo, os parceiros, e outro interno, os colaboradores. Para a gestão da inovação da empresa implementou-se o «decidinovar», um plano de comunicação que apela à participação de todos na plataforma interna, desenvolvida pela innovation point. Esta plataforma está organizada por várias áreas que permitem, essencialmente, a gestão de ideias e de um repositório de conhecimento, que advém de várias fontes (como das «vigilâncias» ou da informação dos projectos desenvolvidos pelo grupo).
No âmbito da gestão da inovação, a dst apostou na implementação e certificação dos seus sistemas pelo referencial NP 4457:2007. As empresas cari, Global Sun (produção de módulos solares fotovoltaicos) e steelgreen (corte e moldagem de varão nervurado), estão já certificadas, processo que o grupo pretende estender às restantes unidades.

Com esta certificação, a dst pretende aumentar a eficácia do seu desempenho no que concerne à inovação, permitindo a criação de valor para a empresa e para os clientes, através de um processo de inovação planeado e sistemático, o desenvolvimento de uma cultura organizacional de inovação, desenvolver produtos e serviços inovadores de elevada qualidade técnica e, entre outras funcionalidades, o envolvimento dos colaboradores e a interação entre diferentes departamentos.

De forma a promover potenciais contactos e colaboração entre as empresas presentes no encontro, seguiu-se uma breve apresentação de todas pelos seus representantes no dia dst. Estiveram presentes cerca de 30 empresas, que partilharam as suas actividades e propósitos, que podem levar ao desafio de formação de parcerias futuras entre si.
O encontro terminou com as intervenções de Daniel Bessa e de José Teixeira, bem como com algumas questões colocadas pelos participantes.

Consulte a agenda deste evento.

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