Publicado a 22 de outubro de 2015

European Accelerator Summit

A cidade de Lisboa recebeu no dia 19 de outubro o 'European Accelerator Summit', uma iniciativa que juntou mais de 80 participantes para debater o futuro dos programas de aceleração, iniciativas que apoiam a criação de empresas startup, geralmente através de programas intensivos, de curta duração, que juntam num mesmo espaço equipas de empreendedores e mentores.

© Beta-i, Edite Cruz, COTEC

 

Nesta que foi a segunda edição do 'European Accelerator Summit', coube à Beta-i, a associação responsável pelo programa de aceleração Lisbon Challenge, a organização do evento.

No total, estiveram presentes especialistas de cerca de 17 países, provenientes dos principais aceleradores europeus. Portugal esteve representado, para além da Beta-i, pelos programas de aceleração Act da COTEC Portugal , Building Global Innovators, Fábrica de Startups, Startup Lisboa e Startup Pirates.

O programa do evento incluiu palestras e workshops e os principais temas debatidos foram a reflexão sobre o presente e o futuro dos aceleradores de startups, a importância de encontrar métricas de avaliação da performance dos aceleradores, as estratégias possíveis para expansão e internacionalização dos aceleradores, a sustentabilidade da indústria de aceleração e a necessidade de colaboração entre os agentes do ecossistema.

Dos diversos oradores convidados, destacaríamos a intervenção de David Haynes, responsável pelo desenvolvimento de negócios no Seedcamp, que veio a Portugal falar da evolução da empresa britânica, que começou como um programa de aceleração, mas se posiciona atualmente como um fundo de 20 milhões de euros, que investe na primeira ronda de financiamento de startups inovadoras. Já integraram e foram apoiadas pelos programas de aceleração do Seedcamp startups fundadas em Portugal como a Codacy, Crowdprocess, Hole19 e Zercatto, entre outras.

© Beta-i

 

Para David Haynes, «o negócio dos aceleradores tem tudo a ver com construir relações», sendo elementos chave deste negócio o desenvolvimento de parcerias e redes de colaboração, a formação e treino de equipas e a criação de um posicionamento adequado.

Também de destacar foi o discurso de Christopher Haley, responsável pela investigação em novas tecnologias e startups na associação britânica NESTA, que considerou que a sustentabilidade dos aceleradores é uma temática crucial. De facto, de acordo com a investigação realizada pela NESTA, pelo menos um em cada três aceleradores possui financiamento público, que é um financiamento muito volátil, sobretudo em alturas de crise económica


Por outro lado, na opinião de Christopher Haley, os aceleradores corporativos, ou seja, promovidos por uma empresa específica, como por exemplo o acelerador da seguradora Allianz, estão também muito dependentes das "decisões dos CEO". Resta, assim, aos aceleradores procurarem novos modelos de negócio, que passam pela tomada de uma pequena posição nas startups investidas, pela prestação de serviços pagos ou pelo aluguer de espaço, por exemplo.

Outra preocupação manifestada pelo responsável da NESTA foi a necessidade de credibilizar o papel dos aceleradores de startups, numa altura em que se poderá viver uma "bolha" no processo de aceleração e em que «há empresas que estão a criar um acelerador simplesmente porque os seus competidores fizeram o mesmo». Para o investigador, «a questão principal é se os aceleradores criam sucesso ou se apenas selecionam para o sucesso». Na opinião de Christoper Haley, é essencial encontrar métricas e reunir informação que permita confirmar o papel desempenhado pelos aceleradores, e também identificar as práticas que resultam.

No final da 'European Accelerator Summit', teve lugar o 'TechCrunch Meetup' de Lisboa, promovido por Mike Butcher, editor na publicação digital sobre tecnologia TechCrunch.

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