Publicado em 28 de Março de 2015

Grupo Impetus e Scoop, exemplos de empresas de têxteis nacionais que se destacam pela inovação

São muitas as empresas da indústria têxtil e do vestuário, que por todo o país, e nomeadamente, na região Norte, constituem exemplos de inovação, não só pelas tecnologias que usam, pelas parcerias que detêm com o meio académico para o desenvolvimento de novos produtos, ou pelas inovações de marketing, processo ou organizacional, o que lhes permite obterem altas taxas de exportações em mercados exigentes e onde a competição é feroz. São disso exemplo o Grupo Impetus e a Scoop, fábricas têxteis de Barcelos e Famalicão, respectivamente, que se destacam pela tecnologia que utilizam e pelos artigo de excelência que produzem, visitadas pelo Presidente da República, no dia 27 de Março, no âmbito de mais uma jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica.

© IMPETUS, LUSA, SCOOP

© IMPETUS

Grupo Impetus

O Grupo Impetus, actualmente composto por um universo de 12 empresas, é líder na produção e comercialização de “underwear” masculino, dividindo a sua estrutura comercial em três áreas de negócio: Private Label, Marcas próprias, e Licenças e HealthCare.

Apresentando uma estrutura completamente vertical, o grupo está especializado em Corte&Costura e artigos sem costuras, proporcionando aos seus clientes um serviço integral, desde o desenvolvimento, IDT, produção e distribuição.

 

Com 860 trabalhadores, dos quais 693 em Portugal, o grupo têxtil exporta 95% da sua produção para mercados como Europa, Canadá, Estados Unidos, Austrália, China, México ou Japão.

O nível tecnológico, a capacidade organizativa e logística, assim como o know-how adquirido ao longo de quatro décadas de actividade, posicionam a empresa na vanguarda da indústria de moda de roupa interior masculina a nível europeu.

©Scoop

A Scoop

A Scoop, marca da Scorcode Têxteis, empresa de Famalicão vocacionada para o têxtil técnico desportivo, foi criada em 2001, tem actualmente 65 trabalhadores, e exporta 100 por cento da sua produção. Constituiu-se inicialmente como um parceiro de referência das grandes marcas associadas ao vestuário técnico dedicado à prática de desportos de inverno, mas ao longo do tempo foi adquirindo uma forte especialização em áreas tão distintas como o running, fitness, skiwear e underwear.

A empresa em que 90% dos trabalhadores são mulheres, facturou em 2014 mais de 7 milhões de euros, estando habituada a trabalhar para grandes eventos.

A última grande presença da empresa em eventos desportivos foi nos Jogos Olímpicos de Inverno que aconteceram em 2014 em Sochi, na Rússia. Foi responsável pela produção do fato de esquiar da selecção olímpica russa, um trabalho normal para o dia-a-dia da empresa, que produz vestuário técnico para equipar esquiadores de Courchevel, montanhistas no Evereste, snowboarders na Argentina, jogadores de basketball do Bronx, caçadores nas coutadas das famílias reais inglesas, cavaleiros nas pistas de cavalos em França, bombeiros de Barcelona e equipas de emergência médica em Madrid.

Neste momento, a Scoop trabalha, por exemplo, no fabrico de longas e elegantes capas para os cocheiros da Rainha da Holanda, na produção de um casaco com leds para as equipas de salvamento de altas montanhas, num casaco com airbag incorporado para a equitação e num blazer com protecção cervical para os universos da equitação e do ski.

Para além disso, estará presente na 50.ª edição do "super bowl" da liga americana de futebol, marcada para fevereiro de 2016, já que foi escolhida para confeccionar uma linha de vestuário comemorativo do evento. O "super bowl" é o jogo que decide o campeão da temporada, sendo o evento desportivo e o de maior audiência nos Estados Unidos da América. A Scoop vai produzir 30 mil peças para o "merchandising" da competição, entre blusões, corta-ventos e camisolas de rede típicas do futebol americano.

Com certificação pela norma internacional SA 8000 - Responsabilidade Social, que é vista como o padrão independente de locais de trabalho mais reconhecida do mundo, a Scoop é um bom exemplo da importância que as PME representam para o país e é o reflexo da acção empreendedora de Mafalda Pinto, tradutora de línguas que se tornou empresária porque acreditou, mesmo no período mais difícil, que a inovação e a tecnicidade no têxtil tinham futuro em Portugal.

Fontes: LUSA, Grupo IMPETUS, Scoop e LOCAL.PT

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