Publicado a 14 de dezembro de 2016

Indústria 4.0 em destaque em conferência do sector cerâmico

A APICER - Associação Portuguesa da Indústria de Cerâmica organizou no dia 18 de novembro em Coimbra a conferência 'Ceramics - Portugal Does It Better'. O impacto da Indústria 4.0 no sector foi um dos temas em debate, numa sessão que contou com a intervenção de Jorge Portugal, Diretor-Geral da COTEC.

Para Jorge Portugal “a Indústria 4.0 não é mais um chavão, não é uma moda, é a combinação e a convergência entre dois grandes efeitos”: a digitalização e o “big data”.

Acresce a isto que a Indústria 4.0 deve promover uma economia mais circular, ou seja, “uma economia mais eficiente porque produz menos resíduos e consegue produzir mais valor. Por outro lado é uma economia que consegue estender a vida dos produtos por mais tempo”, considerou o Diretor-Geral da COTEC.

No que diz respeito aos efeitos da Indústria 4.0, é de assinalar que esta pode inclusive levar a uma reconversão das empresas, com uma subida na cadeia de valor, com a passagem de uma atividade “industrial para uma de serviços pois grande parte das receitas advirão dos serviços que prestam”, acrescentou Jorge Portugal.

Por sua vez, José Pedro Melo, partner da Leadership Business Consulting, considerou que a digitalização é o elemento marcante da quarta revolução industrial, através da combinação de múltiplas tecnologias disruptivas.

No painel sobre Indústria 4.0 discursou ainda António Correia da PwC, que referiu que, segundo um estudo realizado pela empresa em 26 países, é expectável que o investimento na digitalização na Europa ascenda a 140 mil milhões nos próximos anos.

A conferência 'Ceramics - Portugal Does It Better' incluiu ainda uma intervenção inicial de José Luís Sequeira, Presidente da Direção da APICER, e sessões sobre temas como economia circular, internacionalização, cultura e cooperação, bem como a apresentação do livro “Cerâmica Portuguesa: Tradição e Inovação”.

Esteve também presente João Vasconcelos, Secretário de Estado da Indústria, que destacou que “ninguém pode ficar indiferente à mudança que se está a operar em todo o mundo e às oportunidades e desafios” que “a introdução de um conjunto de tecnologias digitais no sector de produção” gera.
 
Leia a notícia do Jornal de Negócios sobre este tema aqui.

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