5.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC
Publicado a 9 de Dezembro de 2011

Inovação, Crescimento e Internacionalização

Reflectir sobre as oportunidades e os desafios que se colocam às PME no âmbito da inovação, crescimento e internacionalização foi o objectivo do 5.º Encontro da Rede PME Inovação COTEC, que decorreu no dia 6 de Dezembro.

© COTEC Portugal

 

Este Encontro contou com a presença do Secretário de Estado do Empreendedorismo, Competitividade e Inovação, Carlos Oliveira que sublinhou que a inovação não é apenas de carácter tecnológico nem acontece somente nos sectores mais tecnológicos, lembrando que também os sectores tradicionais e transformadores podem e devem inovar. «Há uma década atrás ninguém acreditava que os têxteis e o calçado pudessem sobreviver à concorrência externa e hoje são exemplos de sectores viáveis graças à inovação e ao empreendedorismo», constatou.

O 5.º Encontro da Rede PME Inovação culminou com a apresentação das novas empresas da Rede e a entrega do Prémio PME Inovação COTEC-BPI, com o apoio do jornal Público.

 

«A inovação é uma atitude» 

Paixão e energia são para Isabel Aguilera, gestora considerada pelo Wall Street Journal uma das 30 executivas mais influentes na Europa em 2001, elementos cruciais para o sucesso na inovação, que, nas suas palavras é uma questão de atitude. Olhar a realidade a partir de novas perspectivas, ser arrojado e gerir o talento foram alguns dos conselhos deixados pela conferencista.

«Para inovar temos de sair da nossa zona de conforto. Sentirmo-nos como um peixe na água pode significar que somos apenas um peixe num aquário», alertou a antiga responsável pela Google Iberia, frisando que há um mar de oportunidades para a inovação. Para as descobrir, as empresas têm de estar atentas às tendências globais, descobrir nichos de oportunidade para os seus negócios e agir.

Defendendo que é tempo de inventar o futuro ao invés de o tentar prever, a também antiga CEO da Dell Computer Corporation para Espanha, Itália e Portugal sustentou ser necessário desenvolver uma atitude de ‘por que não?’ e aprender a gerir o talento, factor essencial para o sucesso. «A inovação não é mais sinónimo de diferenciação: toda a gente inova. A verdadeira diferença entre os vencedores e os vencidos, o que efectivamente distingue os inovadores, é o conhecimento profundo do talento que têm nas suas equipas», rematou. A inovação tem, por isso, de ser assumida como um compromisso a longo prazo, onde existe um claro sentido de urgência: «É sempre o momento certo para criar um negócio, para experimentar, executar e implementar porque tudo acontece ao mesmo tempo», salientou a gestora, desafiando as empresas a porem as ideias que têm a funcionar.
Foi precisamente isso que a Derovo fez. A empresa que surgiu para resolver um problema de excedente de produção operou uma verdadeira ‘ovolução’. «Partir o ovo em casca, tirá-lo da casca, pasteurizá-lo e pô-lo a viajar não era possível, mas nós tornámo-lo possível», explicou Amândio Santos. Ao simples ovo foi dada uma nova forma, transformando-o em produtos inovadores como o ovo líquido, cozido, em spray ou em pó, e até mesmo uma bebida proteica de clara de ovo e fruta.

«Sem ideias disruptivas não há escala e, consequentemente, não há evolução», defendeu igualmente André Macedo da ActualSales, empresa que se dedica ao webmarketing. Da experiência de internacionalização da empresa, André Macedo referiu os desafios levantados pelas questões formais – fiscais, burocráticas, etc. – que variam de país para país. Na adaptação que a ActualSales teve de fazer para se internacionalizar, a especialização foi fundamental. «Se no mercado interno é valioso ter uma ferramenta 360º, no mercado externo a coisa não é bem assim», explicou.

Também para no caso da Critical Software a aposta na especialização foi crucial. Para concorrer em mercados tão fechados como o aeroespacial, a empresa teve de procurar ganhar credibilidade e notoriedade através, por exemplo, da certificação. Para o responsável da Critical Software, a exportação não é uma questão de opção: «Não tendo mercado interno temos de ir lá para fora. Se não o fizermos, morremos. E nada melhor que uma questão de vida ou de morte para nos tirar da nossa zona de conforto e mostrar como somos resilientes».

Consulte as intervenções feitas durante o 5.º Encontro da Rede:

Consulte o programa do 5.º Encontro da Rede PME Inovação.

Subscreva a nossa newsletter
Preencha corretamente os campos
Pesquisa
Escreva o que pretende procurar
Resultados da pesquisa
Sugerir a um amigo