Ciclo de almoços “Prospectivas” COTEC PORTUGAL-NOS
Publicado a 25 de julho de 2016

Líderes empresariais refletem sobre "Economia Circular"

A COTEC Portugal realizou no passado dia 15 de julho, no Porto, o segundo  almoço “Prospectivas”, com o patrocínio da NOS, que tem como propósito juntar um grupo restrito de decisores líderes de empresas associadas da COTEC para refletir e debater os desafios inerentes ao roadmap de investimentos em tecnologia e inovação, enquanto impulso gerador de competitividade e crescimento das empresas.



Neste segundo almoço, subordinado ao tema da “Economia Circular”, Fernando Leite, Administrador-Delegado da Lipor - Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos do Grande Porto, abriu o debate com a intervenção inicial. À mesa sentaram-se Ângelo Ramalho (Efacec), Isabel Furtado (Têxtil Manuel Gonçalves), Rui Amorim de Sousa (Cerealis), Tomás Jervell (NORS), António Murta (Pathena), José Manuel Fernandes (Frezite), Albano Coelho Lima (Lameirinho), João Ricardo Moreira e Manuel Ramalho Eanes (NOS), Francisco de Lacerda (CTT e COTEC) e Jorge Portugal (COTEC).

É consensual que a economia do futuro não poderá ser construída sobre um modelo de produção “descartável”. A transição da economia linear para a economia circular implicará novos paradigmas de como vamos produzir, distribuir e consumir. No ponto de vista das políticas públicas, no debate foi examinada a nova comunicação da Comissão Europeia lançada no final do ano passado, a qual estabelece uma nova ambição para a economia europeia na aceleração desta transição.

As empresas já encetaram o caminho para a economia circular e durante o almoço foram ilustrados casos práticos em diferentes sectores económicos. Contudo, se em geral as empresas procuram obter maior produtividade das matérias primas, redução da produção de resíduos e a sua respectiva rentabilização através processos internos próprios ou sinergias externas na sua re-utilização, apenas algumas operam estruturas próprias capazes de dar uma resposta totalmente em círculo fechado.



Os líderes empresariais alertaram para a necessidade urgente de uma legislação e normas mais “amigáveis”, mais claras, ágeis, e que facilitem a transição para uma produção, distribuição e consumo mais “circular”. Um esforço que terá de incluir o combate às práticas de dumping social e ambiental que distorcem a concorrência e desincentivam o investimento nestas áreas.

Foi consensual a necessidade de chamar a atenção dos empresários sobre estes conceitos, uma vez que estar na “linha da frente” da economia circular poderá representará uma importante vantagem competitiva para a economia e para o país.

Leia também a notícia do Jornal de Negócios sobre este tema aqui.

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