Publicado a 03 de setembro de 2015

“Nação inovadora” pretende identificar portugueses mais criativos

A importância da educação no estímulo para a inovação foi o tema em foco no lançamento da Nação Inovadora, projeto do Expresso, SIC Notícias e Audi que pretende identificar os portugueses mais criativos.

© COTEC Portugal

 

No Pestana Palace, em Lisboa, juntaram-se os embaixadores do projeto — Rosália Vargas, CEO da Ciência Viva; Paulo Pereira da Silva, CEO da Renova; Joana Vasconcelos, artista plástica; Miguel Pina Martins, CEO da Science4you; Bárbara Coutinho, diretora do MUDE; e Licínio Almeida, diretor-geral da Audi — num debate moderado por António José Teixeira, diretor da SIC Notícias.

Todos os embaixadores — com a exepção de Licínio Almeida — escolheram cinco nomeados que vão ser agora conhecidos em pequenas reportagens emitidas na SIC Notícias para o público poder votar no site do projeto e ajudar a escolher o mais inovador dos 25 selecionados.

Como educar para a inovação?
«É uma ideia bonita. Juntar tudo isto para a divulgação e propagação de ideias. É bom para motivar outros a fazer melhor e diferente», começou por dizer Rosália Vargas. A investigadora realçou a necessidade de se estimular a criatividade o mais cedo possível para que possamos ser um país «mais aberto, inovador e progressista». É uma vontade que faz Rosália levantar uma questão: «Como se aprende a ser inovador?».

Paulo Pereira da Silva afirmou olhar para «o mundo não como geografia mas como uma sobreposição de redes» pelo que, para aparecer mais inovação, é preciso «deixar-se inspirar por outras áreas». Por isso, Miguel Pina Martins acredita que a procura pelo progresso deve «começar na escola com o estímulo do empreendedorismo», até porque «pode haver muito boas ideias nas universidades mas falta capacidade de as passar para o exterior, para a sociedade».

Joana Vasconcelos não tem dúvidas que a «criatividade está banida dos programas de educação, onde se fica sentado dos 7 aos 17 anos». A solução passa por «dar liberdade de pensamento para que se consiga fazer algo de novo, um clique». Por outro lado, Bárbara Coutinho mostra ceticismo quanto à possibilidade de «formar para pensar» se bem que defende uma “política estratégica” para melhorarmos individualmente e enquanto sociedade. «É preciso não ter medo de falhar», complementa. Um pensamento reforçado por Licínio Almeida, ao deixar o desejo que haja mais «risco em ousar» para que as boas ideias «não fiquem sentadas no sofá».

Fonte: Expresso online

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