Publicado a 14 de julho de 2015

O dom da investigação científica vem acompanhado pela responsabilidade de a justificar

A Reitoria da Universidade Nova de Lisboa recebeu no dia 11 de julho a sessão final do Programa COHiTEC 2017, uma iniciativa pioneira da COTEC Portugal que visa capacitar investigadores na comercialização de novas tecnologias e na aproximação ao mercado. No total, foram apresentados 15 projetos de negócio de base científica, nos sectores da agricultura, alimentação, internet das coisas, medicina, produção de energia e têxtil.

Ao longo de quatro meses, 45 investigadores de diversas universidades, centros de investigação e empresas, 16 estudantes de gestão da Nova SBE e da Porto Business School e 32 mentores trabalharam afincadamente para avaliar o potencial comercial de tecnologias reais "made in Portugal".

Na abertura da sessão Rita Campos e Cunha, Associate Dean na Nova School of Business and Economics, destacou o carácter pioneiro do Programa COHiTEC. Seguiu-se a apresentação dos projetos, com apresentação da jornalista e locutora de rádio Joana Cruz.

Subiram depois a palco Angus Kingon e Roger Debo, Professores nas universidades norte-americanas de Brown e Rutgers respetivamente, que participam no COHiTEC desde a sua fundação, para fazer uma síntese da sessão e endereçar um conjunto de conselhos aos projetos.

Angus Kingon considerou que os 15 projetos demonstraram na sessão que "são capazes de comunicar o que estão a fazer para uma audiência não científica" e acrescentou que "à medida que os investigadores obtêm o dom de fazer investigação devem ter também a responsabilidade de a justificar, de demonstrar como o investimento na sua ciência se irá justificar em termos dos benefícios para a sociedade".

Na sessão de encerramento, Walter Palma, Diretor na Caixa Capital, destacou a importância da parceria entre o COHiTEC e esta entidade de capital de risco, que já conduziu ao investimento em 6 startups de base tecnológica e levará ainda ao investimento de mais um projeto, e reforçou o vanguardismo do COHiTEC, programa no qual ouviu pela primeira vez a expressão "vale da morte".

Para Jorge Portugal, Diretor-Geral da COTEC, o evento terminou com "entusiasmo, esperança e confiança" num projeto que irá ganhar independência em 2018. Para o Diretor-Geral, o COHiTEC constitui um importante contributo para "fazer as empresas compreender que é importante investir em novas ideias fora da sua esfera, que provêm de universidades e startups", reforçando a "vigilância tecnológica". Da mesma forma, também as universidades devem olhar cada vez mais para o exterior, e deve igualmente reforçar-se a ligação entre a gestão e a tecnologia.

Recorde-se que o Programa COHiTEC foi criado em 2004 e apoiou 180 tecnologias, formando 540 investigadores e 271 estudantes de gestão, contando com o apoio de 117 mentores. Foram criadas 37 empresas, que angariaram mais de 39 milhões de euros.

Conheça os projetos do COHiTEC 2017 (disponível brevemente).

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