COHiTEC 2016
Publicado a 15 de jullho de 2016

O mercado não inibe o potencial da ideia científica

Foram apresentados, a 12 de julho no Porto, os catorze projetos de base tecnológica e vocação global, da edição de 2016 do Programa COHiTEC, perante uma plateia que incluiu investidores, investigadores e empreendedores.

Os diferentes projetos tocam áreas de diferentes sectores, desde a saúde à agricultura, passando pelas tecnologias de produção limpas. Os projetos científicos que “subiram ao palco” na sessão de encerramento da edição de 2016 do Programa COHiTEC poderão ter um impacto significativo nos respetivos sectores de atividade globais, posicionando e colocando a ciência e o conhecimento produzidos em Portugal ao dispor do crescimento e desenvolvimento económico.

O core business do programa COHiTEC pretende aliar a ciência ao negócio promovendo o conhecimento, criando pontes que unem o conhecimento científico produzido nas Universidades às necessidades e potencialidades do mercado. Para o Diretor-Geral da COTEC, Jorge Portugal, «o COHiTEC como programa pioneiro, tem contribuído para a inovação baseada em conhecimento produzida em Portugal. Trata-se de um programa que se diferencia e cria três grandes mais-valias: A primeira, capacitar e sensibilizar os investigadores para terem um papel activo na procura de aplicações de mercado dos seus projectos científicos. A segunda, promover uma montra das tecnologias desenvolvidas nas universidades portuguesas nas áreas das ciências da vida, biotecnologia e tecnologias limpas. A terceira e última, reforçar a imagem de Portugal como um país com potencial de startup tecnológico, para além da internet».

Dos 151 projetos de negócio apresentados nas edições anteriores do Programa, resultaram 33 startups, tendo conseguido atrair, até à data, um investimento superior a 38 milhões de euros. Estes projetos resultam de uma ação de formação em comercialização de tecnologias que reúne equipas multidisciplinares de investigadores, estudantes de gestão e mentores. Durante quatro meses, as equipas geram conceitos de produtos baseadas nas tecnologias propostas pelos investigadores e preparam um projeto de negócio para um dos conceitos de produto.

Para Stephan Morais, Administrador Executivo da Caixa Capital, parceiro desde a primeira edição do programa, «O investimento em educação científica do país materializa-se em grande parte quando se consegue transformar ciência em empresas e projetos de valor acrescentado. Temos tido o privilégio de investir nos melhores projetos à saída do programa COHiTEC e estamos bastante satisfeitos com os resultados».

Esta edição do Programa COHiTEC reuniu catorze equipas compostas por 44 investigadores, 21 estudantes de gestão e 29 mentores. Participaram já neste Programa mais de 490 investigadores, 250 estudantes de gestão e 100 mentores.

As tecnologias que estão na base dos projetos, nas áreas da biotecnologia, ciências da saúde, tecnologias industriais e limpas, foram desenvolvidas por investigadores originários de diversas instituições: Universidade de Coimbra (Centro de Neurociências e Biologia Celular), Universidade de Lisboa (Faculdades de Ciências e Medicina, Instituto de Medicina Molecular e Instituto Superior Técnico), Universidade do Minho, Universidade Nova de Lisboa (Faculdade de Ciências e Tecnologia), Universidade de Porto (Faculdades de Engenharia e Farmácia), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Centro de Biotecnologia Agrícola e Agro-Alimentar do Alentejo, Fraunhofer Portugal, Fundação Champalimaud e Laboratório Nacional de Energia e Geologia.

O Programa COHiTEC é uma iniciativa da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação, que conta com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos e da Caixa Capital, conducente ao investimento em duas startups por ano com 100 mil euros cada, e é realizada em parceria com Porto Business School, Nova School of Business and Economics, Brown University, North Carolina State University e Rutgers University.

Na sessão de encerramento, Jorge Portugal, Diretor-Geral da COTEC, sublinhou ainda a necessidade de continuar a valorizar este programa: «Este programa demonstra que não é incompatível produzir ciência de qualidade e encontrar aplicações de mercado. Desejamos que as empresas e o Estado possam continuar a acarinhar o COHiTEC, valorizando o contributo que tem dado ao País, estimulando o tecido empresarial nacional e promovendo o melhor que é produzido nas nossas universidades com a ambição de contribuir para uma mudança positiva na qualidade de vida das pessoas e do ambiente», afirmou.

Conheça os projetos da edição de 2016 do programa COHiTEC. 

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