Publicado a 06 de Junho de 2013

Orquestra XXI, Fruta Feia, Rés-do-Chão distinguidos no Prémio FAZ-IOP

Orquestra XXI, Fruta Feia, Rés-do-Chão foram, respectivamente, o vencedor e os distinguidos com o segundo e terceiro lugar na 2.ª edição do Prémio FAZ - Ideias de Origem Portuguesa (FAZ-IOP), um concurso de ideias de empreendedorismo social dirigido à diáspora portuguesa.

© COTEC Portugal

 

Lançado em 2010 pela Fundação Calouste Gulbenkian, o IOP surgiu como movimento destinado a apoiar projectos nas áreas do Ambiente e Sustentabilidade, Diálogo Intercultural, Envelhecimento e Inclusão Social. O prémio, no valor de 50 mil euros, é inteiramente destinado ao financiamento dos projectos, dos quais 25 mil euros são atribuídos ao vencedor, 15 mil euros ao segundo lugar e 10 mil euros ao terceiro. Para além do prémio pecuniário atribuído aos três primeiros lugares do concurso, todos os dez finalistas terão apoio no acompanhamento dos seus projectos.

A segunda edição do FAZ-IOP contou com a participação de 75 equipas constituídas por portugueses residentes em Portugal e no estrangeiro, cada uma com uma proposta de inovação social a ser materializada no nosso país. Deste universo foram seleccionadas 10 equipas finalistas, que estiveram entre os dias 2 e 6 de Junho na Fundação Gulbenkian a receber formação intensiva do Instituto de Empreendedorismo Social, à semelhança do que aconteceu na primeira edição. Entre os participantes deste workshop estiverem portugueses residentes nos mais variados pontos do globo, como Angola, Brasil, Dubai ou Índia, para além de muitos outros provenientes de várias cidades europeias.

 

Os projectos distinguidos no Prémio em 2013:
Orquestra XXI (vencedor) - O projecto das Orquestras XXI junta 40 músicos portugueses de renome que tocam nas melhores orquestras de todo o mundo e que se propõem vir a Portugal para realizar concertos, alguns dos quais gratuitos, e dinamizar as academias de música nacionais, partilhando os seus sonhos e experiências, para além da sua música. Trata-se de um projecto da nova Diáspora Portuguesa que quer estar cá e lá, criando impacto em Portugal.

Fruta Feia (segundo lugar) - O projecto Fruta Feia visa combater o desperdício de fruta em Portugal, que chega a 30% quando, apesar de ser saborosa e de qualidade, não é esteticamente "perfeita" e, portanto, não é a que a grande distribuição e os consumidores procuram. Para combater esta ineficiência de mercado, o projecto pretende criar uma marca e um movimento que consiga alterar padrões de consumo e criar um mercado para a chamada "Fruta feia". Esta ideia é de uma portuguesa que vive em Barcelona e que agora se propõe vir para Portugal para implementar este projecto porque acredita que 'Gente bonita come fruta feia'.

Rés-do-Chão (terceiro lugar) - O projecto Rés-do-Chão tem como objectivo contrariar a tendência do fecho de lojas no comércio local, que leva à desertificação do coração das nossas cidades (só em Lisboa fecham 16 lojas por dia), dinamizando estes espaços com actividades alternativas ao comércio tradicional. A equipa é composta por quatro portuguesas, arquitectas, que já trabalharam nos quatro cantos do mundo e viram projectos de sucesso de revitalização urbana e pop-up stores. As quatro arquitectas estão motivadas para voltar para Portugal e implementar este projecto, fazendo a ponte entre proprietários, autarquias e comunidade local, revitalizando o espaço urbano desocupado das nossas cidades.

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