1.º Encontro PME Inovação – Oportunidades de Financiamento
Publicado em Março de 2008

PME inovadoras juntam-se a ‘smart-money’ para possíveis parcerias

Mais do que no capital, aquilo em que as pequenas e médias empresas que participaram no 1.º Encontro PME Inovação – Oportunidades de Financiamento se mostraram interessadas foi no know-how dos potenciais investidores. O ‘smart-money' esteve no passado dia 26 de Fevereiro na Culturgest, em Lisboa, a fim de conhecer as 16 empresas da Rede PME Inovação COTEC que participaram no evento.

«Tal como aqui foi dito pelas empresas da Rede, muitas vezes não basta só o capital para avançar com a internacionalização mas também o desenvolvimento de estratégias, o encontro de parceiros com conhecimentos, parceiros capazes de dar o apoio necessário para se fazer esse caminho mais facilmente», frisou o Engenheiro Belmiro de Azevedo, Presidente da Comissão de Acompanhamento da Rede.

Com o intuito de, tal como foi dito pelo Dr. Artur Santos Silva, Presidente da COTEC Portugal, «mobilizar o interesse dos grandes empresários para criarem parcerias com as PME da Rede», o 1º Encontro PME Inovação pretendeu fomentar o espírito empreendedor e a associação entre as empresas nacionais, como plataforma de apoio à sua expansão nos mercados internacionais.

Esta iniciativa, organizada com o apoio do Grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD), reuniu cerca de uma centena de participantes e dela resultaram aproximadamente 40 encontros one-to-one. Durante estes encontros, os investidores presentes – na sua maioria bancos e sociedades de capital de risco – tiveram a oportunidade de conhecer melhor as empresas que se apresentaram. 

O evento contou ainda com a intevenção do Professor António Borges, Vice-Presidente da Goldman Sachs.

25 milhões de PME na Europa

A inovação é o real motor do crescimento económico e quando cerca de 99% do tecido empresarial europeu é constituído por PME – que, segundo o Dr. Basílio Horta, Presidente da AICEP Portugal Global, são já 25 milhões na União Europeia (UE) –, as necessidades deste tipo de empresa não podem ser negligenciadas.
«Uma característica dos mercados evoluídos é a constante interacção entre os agentes da inovação», lembrou o Professor Rogério Carapuça, Coordenador do Plano de Actividades da Rede PME Inovação, defendendo que quanto maior a interacção entre as pequenas e médias empresas e os investidores, maiores as oportunidades de inovação no mercado.

A inovação tem, por isso, de ser entendida como um dos factores estratégicos mais importantes no desenvolvimento das empresas, necessariamente cada vez mais inovadoras. «Mas não há empresas que inovam mais do que outras», observou o Dr. Jaime Andrez, Presidente do IAPMEI. «O que há é empresas que têm uma maior exigência nas suas estratégias de inovação. E quanto maior essa exigência, maior o seu nível de competitividade», desenvolveu.

O aumento da competitividade e da inovação depende, no fundo, da capacidade empreendedora dos indivíduos, que deve ser fomentada pela sociedade. «Tem de haver uma mudança de mentalidade que apoie a inovação e, para isso, temos de fomentar o espírito de iniciativa, a capacidade de descobrir oportunidades de negócio e de correr riscos, que são características essenciais a um empreendedor», fez notar o Engenheiro Faria de Oliveira, Presidente da CGD.

«Portugal, para crescer a um ritmo compatível com as ambições de um processo de convergência [com a UE], terá de sustentar o seu desenvolvimento, numa economia mais baseada no conhecimento e na inovação», rematou o Professor António Castro Guerra, Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e da Inovação.

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