Publicado a 01 de junho de 2017

Portugal é e será um País de Excelência em Engenharia

O Salão Nobre do Instituto Superior Técnico foi o palco escolhido para a cerimónia de entrega do Prémio 'Portugal, País de Excelência em Engenharia', que decorreu no dia 31 de maio.

A sessão teve início com as boas-vindas de Luís Santos Costa, do Instituto Superior Técnico, que deu os parabéns aos mais de 60 candidatos aos Prémios, divididos pelas duas secções a concurso: grupos de alunos e professores e escolas ou agrupamentos escolares. "Esta área de engenharia é uma área de futuro", considerou, acrescentando que "não só do ponto de vista pessoal, mas também do contributo para a sociedade é uma área em que importa investir".

No seu discurso, Jorge Portugal da COTEC, considerou que "Portugal é e será um País de Excelência em Engenharia porque as gerações estão preparadas e estão a preparar-se para isso". O Diretor-Geral da COTEC realçou também que o Prémio é uma iniciativa da Associação em parceria com 41 dos seus Associados e com o Ministério da Educação, visando estimular o "gosto pela engenharia...nos estádios mais precoces do processo educativo dos jovens".

Na sua opinião, o ensino experimental é essencial para ajudar a contrariar algum desinteresse que existe pelas ciências exatas. Por esse motivo, e tendo em conta que "estes projetos ainda não são a regra da escola portuguesa", com os Prémios 'Portugal, País de Excelência em Engenharia' visa-se distinguir práticas que possam ser replicadas noutras escolas do país.

No painel de debate da sessão, moderado pela jornalista Cristina Esteves, participaram João Festas, da Siemens, José Vítor Pedroso, da Direção-Geral da Educação e Rosalia Vargas, da Ciência Viva. Em comum, os três painelistas partilharam a ideia de que a componente experimental é necessária no ensino. De facto, João Festas considerou que "É mais fácil chamar os alunos pela vertente prática", enquanto José Vítor Pedroso destacou que "temos que investir no ensino das ciências, no trabalho experimental". 

No discurso de entrega de prémios Eduardo Marçal Grilo, Presidente do Júri, manifestou-se "sensibilizado com a qualidade" dos mais de 60 projetos recebidos, incitando os alunos a serem atores diretos do mundo, pois "Os talentos não são só o Ronaldo, o Mourinho e o Messi. Todos nós temos talento. Temos é que identificá-lo, trabalhá-lo e usá-lo."

Na sessão de encerramento, João Costa, Secretário de Estado da Educação, destacou que os projetos participantes no Prémio têm em comum o facto de terem sido desenvolvidos em grupo, e realçou que "os grandes avanços de ciência fazem-se em equipa". E, como "a chave da boa ciência não é saber logo a resposta certa, é saber colocar a pergunta certa", "precisamos de experimentação, de criatividade e de colocar questões para resolver problemas".

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