Presidente da Comissão Europeia reúne com Presidentes das organizações COTEC de Espanha, Itália e Portugal

Os Presidentes e os Directores-Gerais das organizações COTEC reuniram, no passado dia 31 de Outubro, na Representação da Comissão Europeia (CE) em Portugal, no Centro Jean Monet, em Lisboa, com o Dr. José Durão Barroso para apresentar uma proposta conjunta de cooperação entre aquelas organizações e a CE.

© COTEC Portugal

 

Elaborado na sequência da uma reunião realizada em Bruxelas entre o Presidente da CE e os Presidentes e os Directores-Gerais das três organizações COTEC, este documento reúne as propostas destas organizações – que constituem a COTEC Europa – como resposta ao pedido expresso do Dr. José Durão Barroso para a definição de áreas potenciais de cooperação com a CE sobre questões de inovação e, em particular, a aplicação de políticas de inovação da CE a Espanha, Itália e Portugal.

Na reunião de dia 31 de Outubro participaram o Dr. José Durão Barroso, Presidente da CE, o Dr. António Cabral, Conselheiro especial do Presidente da CE, o Professor José Angel Asiaín, Presidente da Fundación COTEC (Espanha), o Dr. Juan Mulet, Director-Geral da Fundación COTEC, o Professor Luigi Nicolais, Presidente da Fondazione COTEC (Itália), o Professor Riccardo Viale, Director-Geral da Fondazione COTEC, o Dr. Artur Santos Silva, Presidente da COTEC Portugal e o Professor Rui Guimarães, Director-Geral da COTEC Portugal.

A proposta apresentada
O documento submetido ao Presidente da CE inclui a descrição de algumas das iniciativas das três organizações COTEC, apresenta as formas de cooperação potencial com a CE e as áreas em que essa cooperação potencial poderá ser desenvolvida.


Formas de cooperação potencial com a CE
A cooperação com a CE pode ser encarada como uma extensão da cooperação das organizações COTEC com os seus Governos e respectivas agências. As ideias e as recomendações que resultam do trabalho desenvolvido pelas organizações COTEC, tipicamente com financiamentos próprios ou por elas conseguido entre os seus fundadores ou associados, são colocados à disposição dos Governos e das respectivas agências. Em alternativa, respondem, sem que para isso tenham de ser formalizados protocolos ou acordos de cooperação, a solicitações sobre um vasto leque de assuntos, nos quais lhes é reconhecida capacidade para envolver especialistas e gerar consensos.

Áreas de cooperação potencial com a CE

  • Divulgação da experiência da COTEC Europa a Países Membros da UE

A experiência das organizações COTEC poderá ser adoptada noutros Países Membros, especialmente naqueles com características comuns a Espanha, Itália ou Portugal. A título de exemplo podem ser referidas a falta de empreendedorismo qualificado, a dominância das PMEs tanto nas economias nacionais com em economias regionais ou a separação entre os centros de geração de conhecimento (por exemplo, universidades) e as empresas.

Neste âmbito, as três organizações COTEC poderiam participar conjuntamente em campanhas de divulgação ou até no apoio à implementação do conceito COTEC em organizações interessadas em assumir, total ou parcialmente, a correspondente missão.

 

  • Participação na identificação de oportunidades para a política de inovação da CE nos Países das três organizações COTEC


As organizações COTEC acumularam um conhecimento significativo sobre os respectivos Sistemas Nacionais de Inovação (SNI) e sobre os seus agentes. Tal conhecimento constitui uma vantagem ao propor a incorporação de novos instrumentos de política de inovação e na identificação de oportunidades para melhor se utilizarem políticas existentes.

A experiência das organizações COTEC, que tem sido bem sucedida ao nível dos respectivos Países, poderia ser estendida à política de inovação da União Europeia (UE), designadamente cobrindo os seguintes temas:

  • Identificação de características de que devem ser dotadas as políticas europeias de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) de forma a alcançar uma maior eficácia e eficiência nos Sistemas Nacionais de Inovação (SNI) de Espanha, Itália e Portugal e no seu impacto social e económico (por exemplo, na criação de emprego ou na competitividade das empresas);
  • Descrição dos pontos fortes e pontos fracos dos SNI, em especial da indústria transformadora, com o objectivo de identificar caminhos que contribuam para o crescimento, o emprego e a competitividade da Europa;
  • Identificação de pontos fortes e pontos fracos dos SNI no que respeita à cooperação com outros agentes europeus e à sua inserção em redes europeias, de forma a melhorar a eficácia e a eficiência das políticas europeias de IDI;
  • Disseminação de boas práticas, casos e lições colhidas a partir de experiências piloto, no âmbito da normalização de sistemas de gestão de IDI ou sistemas de Innovation Scoring, em particular no que respeita ao seu impacto na gestão da inovação;
  • Contribuição para o reforço do empreendedorismo a todos os níveis de escolaridade, em particular com vista ao desenvolvimento do empreendedorismo qualificado;
  • Contribuição para a definição de uma estratégia para o estímulo da transferência e do marketing de tecnologias emergindo de centros europeus ou nacionais de geração de conhecimento (em particular, das universidades);
  • Apoio às PMEs no acesso às actividades e resultados de IDI europeus, estimulando-as a participar em plataformas e programas europeus;
  • Contribuição para o reforço de pólos ou clusters de inovação;
  • Alcance de maiores sinergias e menores sobreposições entre as políticas de IDI europeias e nacionais.

 

  •  Análise para a CE de melhores práticas nacionais em Espanha, Itália e Portugal

A análise periódica das políticas de IDI em Espanha, Itália e Portugal pelas organizações COTEC permite-lhes a identificação de boas práticas das quais a CE poderia tirar conclusões interessantes para as suas políticas e fazer recomendações dirigidas a outros Países Membros.

Uma das vantagens desta proposta de cooperação é a de que ela pode ser aplicada a uma vasta e heterogénea gama de domínios dos quais constituem exemplos: a aplicação de fundos estruturais na promoção da inovação, o desenvolvimento de parques de ciência ou de pólos ou clusters de competitividade ou a reorganizações necessárias ao nível nacional ou regional para tornar as economias mais baseadas em conhecimento e competitivas nos mercados globais.

 

  • Realização de estudos específicos para a CE do mesmo tipo daqueles que são conduzidos para os Governos nacionais

As organizações COTEC conduzem frequentemente estudos para os respectivos Governos, podendo cobrir a análise de problemas de inovação ao nível nacional ou regional, questões relacionadas com a disseminação de informação ou com a aquisição por certos agentes dos SNI de uma percepção acrescida da importância da inovação.
A COTEC Europa poderia conduzir estudos semelhantes para a CE, apoiando-a na concepção de novas políticas. Tais estudos seriam neutros do ponto de vista político, procurando reflectir os pontos de vista dos stakeholders das organizações COTEC.

As Organizações COTEC
As três organizações que compõem a COTEC Europa partilham o mesmo foco de intervenção, entendendo a inovação como a conversão do conhecimento em valor económico e tendo por missão reforçar este processo nos seus Países, de forma a contribuir para o seu desenvolvimento económico e social. No entanto, apesar de terem objectivos comuns, as experiências das três organizações são naturalmente diversificadas, em resultado das diferenças que existem entre os respectivos Sistemas Nacionais de Inovação. Para além disso, as suas iniciativas são conduzidas com grande independência, alicerçada na sua missão de promover a inovação para o bem comum dos respectivos Países.

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