Publicado em Setembro de 2008

Programa Executivo para a Gestão da Inovação

No âmbito da iniciativa sobre o Desenvolvimento Sustentado da Inovação Empresarial, a COTEC Portugal, em parceria com o prestigiado instituto IMD (International Institute for Management Development), com sede em Lausanne na Suiça, promoveu a 1.ª Edição do Programa para Executivos em “Gestão da Inovação”, que decorreu entre 22 e 25 de Setembro no Hotel Porto Palácio (Porto).

© COTEC Portugal

 

Este Programa pretendeu desenvolver nos participantes um conjunto de competências interdisciplinares e atitudes bem como proporcionar-lhes a análise de casos práticos, tendo em vista o desenvolvimento, de forma sistemática, da gestão das actividades de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI).


Inovação: o novo no mercado
A inovação é um elemento fundamental para a manutenção da competitividade de uma empresa. Mas o que é afinal a inovação? Será que tudo o que é novo é inovação? Para o Coordenador do Curso, o Professor João Caraça, a resposta é claramente ‘não’: «A inovação tem um propósito e, no domínio empresarial, a inovação tem que ser aquilo que é novo mas também aquilo que está virado para o mercado», desenvolveu.

A inovação não é, pois, apenas um acontecimento – a primeira comercialização, a novidade no mercado – mas também um processo: «O processo de inovação que leva essa novidade das ideias e dos procedimentos ao produto, ao serviço, à inovação de marketing ou de organização», explicou o Professor João Caraça.

Cortar com as normas e com a rotina torna-se, por isso, essencial à capacidade inovadora de uma organização. No entanto, mudar é difícil. «Inovar é muito difícil. Só se muda quando se é obrigado a isso e é esse o papel da concorrência», sublinhou.

Ainda assim, não pode ser sempre a concorrência a ditar as regras do jogo. «Antecipar a mudança é uma vantagem extraordinária», advertiu o Coordenador do Programa, e acrescentou: «Não podemos andar sempre a surfar nas ondas dos outros. Temos de ser capazes de criar ondas para os outros surfarem».

Mas mais importante ainda que ser o vector da inovação é não andar à deriva. «O vento só é favorável àquele que sabe para onde ir», rematou o Professor João Caraça, lembrando as palavras do filósofo romano Séneca.


A governança da inovação
Globalizar é coordenar à distância. A necessidade de «sair para o mundo» implica a coordenação de um número mais vasto de intervenientes e estas circunstâncias obrigam a gestão da inovação a adaptar-se. A gestão da inovação transforma-se, assim, na governança da inovação.

«A governança da inovação é a expressão que emerge para traduzir as condições a que a gestão da inovação está sujeita nos actuais sistemas abertos, onde não há uma clara hierarquia na tomada de decisões», aclarou o Professor João Caraça.

Gerir bem a inovação, actividade aberta por natureza, passa cada vez mais, nos dias de hoje, por geri-la de um modo diferente. E a palavra governança é a que se define essa nova forma de gestão da inovação.

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