Publicada a 27 de janeiro de 2016

Projetos da indústria transformadora e na região Norte lideram procura de novos incentivos europeus do Portugal 2020

Desde que os concursos que dão acesso aos novos fundos europeus do Portugal 2020 começaram já se registaram mais de 12 mil candidaturas que se propõem a investir 7,1 mil milhões de euros na economia portuguesa com o apoio de Bruxelas.

Em cada dez propostas de investimento, cinco vêm de microempresas, três de pequenas empresas e uma de empresas de média dimensão. Quanto ao bolo do investimento, as fatias são praticamente iguais: as médias empresas estão prestes a atingir 1,6 mil milhões de euros de intenções de investimento enquanto as micro, as pequenas e as grandes empresas já ultrapassaram a barreira dos 1,7 mil milhões em candidaturas às dezenas de concursos que entretanto abriram durante o ano 2015.

No final de 2015, 700 milhões de euros de incentivos europeus já tinham sido aprovados a mais de 3.200 projetos de investimento. Em número de projetos, os investimentos na qualificação ou internacionalização de micro, pequenas e médias empresas (PME) dominam com dois terços dos projetos aprovados. Em valor, os projetos de inovação produtiva respondem por mais de metade dos incentivos aprovados.

Indústria lidera
A indústria transformadora lidera a corrida aos novos fundos europeus e está a captar 75% dos incentivos já aprovados, com destaque para as fileiras metálica, do têxtil, do vestuário e do calçado, da borracha e plásticos, da mecânica e eletrónica e do papel e publicações. Os projetos de investimento incidem sobretudo em bens intermédios e de processamento regional e de média e baixa intensidade tecnológica. Até ao final de 2015, o comércio captou 4% dos incentivos já aprovados e o turismo também, respondendo os restantes serviços por 8% deste bolo de fundos europeus.

Segundo o Compete 2020, já há grandes projetos que, pela maior dimensão do investimento, não cabem nos normais concursos mas implicam negociações mais exigentes com a AICEP, ao abrigo do regime contratual de investimento. É o caso da Embraer Estruturas Metálicas, a Embraer Estruturas em Compósitos, a Altran, a Faurécia, a Mecachrome Aeronáutica, a Renova, a Continental Mabor, a Renault Cacia e a Tec Pellets.

Norte à frente
Os novos sistemas de incentivos do Portugal 2020 são originários do Norte. A região está a captar 47% dos incentivos já aprovados ao investimento empresarial neste novo quadro para 2014/2020, seguida da região Centro com 33%, do Alentejo com 7% e do Algarve com 1%. Até ao final de 2015, 13% dos incentivos destinaram-se a projetos “multirregiões”.

Um zoom ao mapa de Portugal revela que um em cada cinco euros dos incentivos já aprovados teve como destino a Área Metropolitana do Porto. Segue-se o Ave com 10%, Aveiro com 9%, o Cávado com 8% e Leiria com 7%. Estas são as regiões mais vibrantes dos sistemas de incentivos do Portugal 2020. Juntas, respondem por mais de metade dos incentivos e das candidaturas, seja em número seja em propostas de investimento, tendo já captado mais de 380 milhões de euros dos novos fundos europeus para as empresas.

Mais concursos em 2016
Os sistemas de incentivos do Portugal 2020 têm perto de 4 mil milhões de euros para apoiar o investimento empresarial e a nova ronda de concursos começa dentro de momentos.

Nas próximas semanas, deverão abrir candidaturas a novos fundos europeus para empresas interessadas em investir nos domínios do empreendedorismo, da inovação produtiva, da internacionalização e da qualificação das PME ou da investigação e desenvolvimento tecnológico (I&DT), sejam projetos individuais, núcleos de I&DT ou programas mobilizadores.

Fonte: jornal Expresso

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