Ramiroquai vencem COTEC i4.0 Challenge 2019

A equipa Ramiroquai foi a vencedora do COTEC i4.0 Challenge. Nesta Hackathon, uma dúzia de equipas de jovens procuraram as melhores soluções para transformar dados em decisões.

A Ramiroquai foi a equipa vencedora da Hackathon COTEC i4.0 Challenge, que teve lugar, durante 24 horas, em paralelo com a 16.ª edição do COTEC Innovation Summit, em Vila Nova de Famalicão.  

O prémio foi entregue pelo Presidente da República e Presidente Honorário da COTEC Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, durante a sessão de encerramento da cimeira. 

O trabalho vencedor foi desenvolvido por uma equipa composta por três estudantes do Instituto Superior Técnico - Jorge Palha (engenharia aeroespacial), Simão Nunes (engenharia de sistemas de informação) e João Ramiro (engenharia electrotécnica e de computadores) - e Hugo Mendonça, da Facultade de Engenharia da Universidade do Porto. 

Participaram na competição 12 equipas, provenientes de universidades e escolas de todo o país. Praticamente 70 jovens procuraram encontrar as melhores soluções para transformar dados em decisões de negócio, nas instalações do CITEVE, perto da Casa das Artes, onde se realizou a cimeira. 

O objectivo da hackathon foi promover a indústria 4.0 junto da comunidade académica. 

A equipa vencedora irá agora participar na IoT Solutions World Congress, em Barcelona entre 29 e 31 de Outubro de 2019. 

 

>> Quem são os Ramiroquai?

Jorge Palha,  21 anos,  Instituto Superior Técnico

João Ramiro, 23 anos,  Instituto Superior Técnico

Simão Nunes, 21 anos, Instituto Superior Técnico

Hugo Mendonça, 21 anos, Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
 

>> Como surgiu a oportunidade de participar nesta Hackathon?

Somos uma equipa composta por estudantes de diferentes engenharias, desde Informática, Aeroepacial e Eletrónica e Computador, do Porto e de Lisboa. A ideia de participar neste evento surgiu através da JUNITEC, Júnior Empresa do IST que nos convidou a enfrentar este desafio. De modo a constituirmos uma equipa mais forte e diversificada, convidamos um membro da JuniFEUP, Júnior Empresa da FEUP. 


>> No que constava a vossa solução? 

Na nossa perspetiva não houve uma ideia, mas sim uma abordagem vencedora. Foram lançados a todas equipas os mesmos dois case studies, ambos relativos à Indústria 4.0. Ambos os casos consistiam na análise de dados em situações reais.
No primeiro caso, esses dados caracterizavam máquinas industriais, tais como a idade, o seu fabricante, a sua localização, entre outros. O objetivo seria estabelecer uma relação entre esses dados com a possibilidade das máquinas possuirem anomalias.

O segundo dizia respeito aos hábitos de compras num supermercado, e como se poderia centralizar a publicidade numa certa audiência mais específica de modo a aumentar o fluxo de clientes e as receitas.

Tivemos a mesma abordagem em ambos os case studies, usando a plataform SAS (útil para análise de dados e geração de modelos preditivos) de modo a compreendermos quais foram os fatores mais relevantes dos dados, permitindo assim, no primeiro caso identificar com uma elevada eficácia quais as máquinas que apresentavam anomalias e no segundo, aumentar as receitas do supermercado através de estratégias de marketing bem definidas. Assim, tendo por base estes modelos preditivos e os fatores mais relevantes para cada um dos case studies, conseguimos desenvolver uma solução de negócio para cada um dos clientes e, desse modo, resolver o problema do cliente.

 

>> Qual foi a estratégia da vossa equipa para esta edição?

A estratégia assentou na confiança que todos os membros tinham uns nos outros e, portanto, decidimos designar cada case studie a 2 membros. Definimos limites de tempo de trabalho, isto é, ao fim de cada 4 horas intensivas de trabalho a pares, parávamos e discutíamos o progresso em equipa e definíamos novos caminhos e abordagens a tomar daí em diante. Esta foi uma abordagem aconselhada por um dos mentores presentes e que, certamente, nos ajudou a ter sucesso. Por fim, focamos a nossa apresentação na solução a indicar ao cliente, isto é, apesar de termos analisado milhares de dados, decidimos dar ênfase aos resultados mais relevantes e discutí-los, de forma a apresentar a melhor solução para o cliente tomar.
 

>> Que decisões de negócio resolve a vossa proposta?

A nossa proposta para o primeiro case study assentou-se em fazer checkups mais frequentes para máquinas que já têm uma certa idade, e no segundo foi focar as publicidades nas demográfica de idades dos 20-39.


>> Que lições retiram desta hackathon?

Além de termos compreendemos o que está na essência da indústria 4.0, aprendemos a usar a plataforma SAS (parceira do evento), compreendemos também como gerir melhor o tempo em situações de alta pressão como estas e em como interpretar as mesmas  informações de pontos de vista diferentes de forma a ajudar-nos a entendê-las e a resolver problemas subjacentes a estas.


>> Quais as vossas expectativas para o IoT Solutions World Congress?

Expectamos que a ida a Barcelona nos abrirá muitas portas pois não só estaremos em contacto com tecnologias emergentes na indústria, mas também pois teremos a oportunidade trazer futuras parcerias para as nossas Juniores Empresas.

 

 >> Recorde neste vídeo os melhores momentos desta maratona de 24h.

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