Publicado a 8 de Outubro de 2010 (última actualização: 18-10-2010)

VI Encontro COTEC Europa

A Casa da Música recebeu no passado dia 7 de Outubro, o VI Encontro COTEC Europa, evento que reuniu as congéneres espanhola, italiana e portuguesa com o intuito de reforçar contactos e trocar experiências entre empresários e dirigentes empresariais dos três países.

© COTEC Portugal

 

Com a inovação como tema de fundo, este Encontro contou com a participação de Richard Bendis, Presidente e CEO da Innovation America, que partilhou com a audiência as últimas novidades em termos de inovação. Entre elas, um traço em comum: a colaboração. “A colaboração é a chave para juntar as peças que constituem um bom ambiente de inovação”, sublinhou Richard Bendis, que assegurou que o caminho do sucesso passa pelas parcerias público-privadas, onde “o Governo participa, mas não lidera”. Para o Presidente da Agência de Inovação Americana, o futuro europeu está nas mãos das PME e dos países mais pequenos que, por serem mais flexíveis, tendem a ser mais inovadores. “Portugal e Espanha têm mais potencial para inovar”, observou.

Aproveitar esse potencial passa, na perspectiva de Claudio Roveda, Director-Geral da Fondazione COTEC, pela interacção entre a investigação pública e as empresas, dada a importância da valorização do conhecimento gerado nas universidades para o desempenho das economias desenvolvidas. A competitividade e, consequentemente, a sustentabilidade destas economias depende, de acordo com Juan Mulet, Director-Geral da Fundación COTEC, da promoção do crescimento das PME, razão pela qual defendeu a aposta nas parcerias com as empresas maiores, capazes de exercer um "efeito tractor" sobre as de menor dimensão.

“Para ser inovador não basta querer, é preciso fazer e para fazer é preciso montar os processos. A inovação não vai nascer da boa vontade, nem resultar do acaso. A inovação tem de ser gerida como qualquer outra dimensão empresarial”, realçou, por seu lado, Daniel Bessa, Director-Geral da COTEC Portugal. A sustentabilidade da gestão da inovação empresarial deve, por isso, ser tratada como elemento crucial para os resultados dos esforços inovadores, necessariamente traduzidos em percentagens de vendas de produtos novos, a clientes novos e em mercados novos.

© COTEC Portugal

 

Apostar na “i-conomia”
“Temos de ser ousados”, exortou a Comissária Europeia para a Investigação, Inovação e Ciência, Márie Geoghegan-Quinn, para quem a inovação deve cruzar transversalmente toda a economia de modo a resultar numa “i-conomia” bem sucedida.

Para impulsionar a inovação a todos os níveis, por todos os sectores económicos, é necessário salvaguardar o investimento em IDI, defendeu a Comissária Europeia, lembrando que a Europa está a perder terreno para os seus concorrentes: “O Japão continua a investir mais de 3% do PIB em investigação, enquanto a Europa estagnou abaixo dos 2%. Em dez anos, a China quase duplicou a sua intensidade de I&D”.

“É preciso atitude e vontade para fazer melhor”, observou Carlos Moreira da Silva, Presidente da Direcção da COTEC Portugal, que defendeu a implementação de “uma cultura de rigor e avaliação também na inovação como em tudo na vida”. Tal como argumentaram José Angel Asiaín, Presidente da Fundación COTEC, e Luigi Abete, representante da Presidência da Fondazione COTEC, a inovação tem de ser entendida como um amplo conjunto de acções orientadas para o crescimento económico não só de cada país individualmente, mas também de uma Europa efectivamente competitiva e sustentável no contexto internacional.

© COTEC Portugal


Aproximar a investigação do mercado
A Europa tem mostrado uma dificuldade crónica em transformar os resultados da investigação tecnológica e o conhecimento em inovação e vantagens competitivas. Mas este “paradoxo da inovação”, referido pelo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva, no discurso de encerramento do VI Encontro COTEC Europa, tem solução: “Aproximar, cada vez mais, a investigação do mercado é o caminho para atenuar esta debilidade”.
No sentido de fortalecer a criação sustentável de valor acrescentado na economia da inovação, esta tem de ser encarada como uma tarefa conjunta e um compromisso de toda a sociedade. “O processo inovador precisa de cientistas que criem conhecimento, de empreendedores que o apliquem e de cidadãos que apreciam e estimulem os resultados da inovação”, sustentou o Rei Juan Carlosde Espanha.


Para o Presidente da República de Itália Giorgio Napolitano, é também importante aproveitar o potencial de um espaço europeu da investigação, procurando superar todos os obstáculos à livre circulação de pessoas e de conhecimento. “Essa liberdade e aumento da competitividade são duas faces da mesma moeda”, notou.

Consulte o Programa do VI Encontro COTEC Europa

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