COTEC Global Business Forum 2010

Reflectir sobre o impacto da globalização e os desafios ao crescimento económico sustentado foram o objectivo do COTEC Global Business Forum 2010, que reuniu, no passado dia 9 de Julho, cerca de 300 personalidades do meio empresarial e político.

 

Patrocinada pelo Presidente da República, esta iniciativa da COTEC Portugal contou com a participação do Presidente da Comissão Europeia. Um painel empresarial composto por responsáveis de primeira linha de quatro multinacionais debateu ainda a situação económica actual.

O futuro é global
As oportunidades existem. Cabe às empresas percebê-las e explorá-las. Para tal, só existem um caminho, o da internacionalização. “As empresas portuguesas estão confrontadas com um mercado doméstico com diminuto potencial de expansão e com uma envolvente concorrencial muito intensa. A sua abertura ao exterior, mais que uma opção, é o caminho inadiável para que a economia nacional retome uma trajectória de crescimento sustentado”, observou o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.

Aconselhando as empresas a contrariar a “arriscada concentração num número limitado de destinos de negócio”, o Presidente da República chamou a atenção dos empresários nacionais para as economias emergentes. China, Índia, Brasil, Polónia e Turquia oferecem mercados e soluções de negócio que não se podem desperdiçar, dado que a melhoria da capacidade concorrencial das empresas portuguesas face à produção estrangeira é a “verdadeira medida da competitividade económica e o espelho da própria eficiência dos investimentos em inovação”.

“O desígnio principal da nossa economia deverá ser incentivar e impulsionar mais empresas para competir no palco global. Nunca como hoje a necessidade de «Pensar Global e Agir Global» tanto se impôs à atitude estratégica das empresas portuguesas, bem como ao quadro de referências dos nossos agentes políticos, investidores, parceiros sociais e Administração Pública”, sustentou.

A União da Inovação
A criação de um mercado interno europeu é uma preocupação da União Europeia, expressa na estratégia Europa 2020. A inovação, enquanto base de um crescimento sustentável é, pois, uma das linhas condutoras do plano europeu, que se concretiza no projecto de desenvolvimento de uma verdadeira União da Inovação.

A recompensa devida dos esforços inovadores é uma das arestas a limar. “Temos de evitar situações de mercado onde haja posições dominantes que desincentivem novas e dinâmicas empresas de se apresentar para vender os seus produtos ou serviços inovadores”, defendeu o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, lembrando que mais inovação em território europeu envolve também a promoção do empreendedorismo produtivo, num espaço que é o maior produtor mundial de publicações científicas, mas que tem dificuldades em transformar as ideias em sucessos comerciais.

As PME têm aqui um papel crucial. “Proporcionalmente à sua dimensão, as pequenas empresas criam mais emprego do que as grandes. As pequenas, e em particular as jovens empresas, tendem a ser mais empreendedoras e inovadoras. As novas e jovens empresas também contribuem para uma concorrência saudável, obrigando todos os concorrentes e os operadores do mercado a aperfeiçoar-se, o que, por seu turno, aumenta a competitividade das empresas europeias nos mercados globais“, desenvolveu.

Com mais 99% dos 20 milhões de empresas europeias a serem PME, torna-se óbvio a grande importância que estas empresas têm no crescimento económico, assegurando 58% do valor acrescentado total da Europa. E, tal como lembrou o Presidente da Comissão Europeia, as empresas não se medem aos palmos: ”O complexo da síndrome do pequeno é um erro. Algumas das empresas líderes globais vêm de países pequenos, e não é a dimensão das empresas que determina o seu sucesso”.

Consulte o programa do COTEC Global Business Forum 2010

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