Dia do Associado na Dão Sul - vinho com inovação
Publicado a 23 de Maio de 2014

Dia da Dão Sul

Foi no dia 21 de Maio que as empresas do universo COTEC puderam conhecer e apresentar-se à Dão Sul, em mais um dia da Associada de partilha de conhecimento e experiências, e de fomento da colaboração mútua.

 

O palco para o Dia da Dão Sul foi a Quinta das Sarzedas, em Carregal do Sal (mais conhecida como Quinta de Cabriz), que recebeu os representantes das empresas participantes num dia completo, que incluiu apresentações sobre a actividade da produtora de vinho e sua ligação estreita à inovação, visitas às vinhas e às adegas, e até provas de vinho.

A Dão Sul é o maior produtor do Dão e um dos maiores do país, com quintas e adegas em várias regiões em Portugal e no Brasil, e áreas de negócio adicionais como o enoturismo e os produtos gourmet, que tem prosseguido o caminho da inovação através de projectos de IDI (investigação, desenvolvimento e inovação) em diferentes frentes.

O encontro de dia inteiro promovido pela produtora de vinho para as outras empresas do universo COTEC suscitou a Daniel Bessa, Director-Geral da COTEC, «muita curiosidade porque se trata de um dos sectores (o do vinho) com mais sucesso e que está a evoluir mais rapidamente em Portugal, e porque esta é uma das empresas que é um expoente neste sector». Daniel Bessa sabe que, a propósito dos Dias da Associada, se trata sobretudo de «conhecer a empresa anfitriã», «aprender» com o que se viu, «vender» e/ou comprar produtos e, acima de tudo, construírem-se alicerces para «parcerias de colaboração».

 

Joaquim Coimbra, Presidente do Conselho de Administração da Dão Sul, apresentou a empresa que já foi distinguida vários anos pela ‘Revista dos Vinhos’ como empresa do ano e Enoturismo do ano, e que possui propriedades em 6 regiões de Portugal (Alentejo, Lisboa, Bairrada, Dão, Douro e região dos vinhos verdes), e no nordeste brasileiro, no Vale de São Francisco, onde, como resultado de um projecto de IDI, produzem vinho no paralelo 8°.

Com uma produção de 7 milhões de garrafas por ano, 400 hectares em Portugal e 200 no Brasil, a Dão Sul vende 40% da sua produção ao mercado externo, exportando para 40 países, com a França, a Alemanha, o Canadá, os EUA e Angola a figurarem no topo das vendas.

Depois dos representantes das empresas presentes no encontro se terem apresentado, identificando formas de colaborar e estabelecer parcerias com a Dão Sul, decorreu a visita à adega, à secção de embalamento do vinho e ao complexo logístico.

 

O almoço que decorreu no Paço dos Cunhas de Santar, propriedade da empresa, e onde os participantes aproveitaram para um momento de networking, incluiu uma prova de vinhos orientada pelo Director de Enologia da Dão Sul, Osvaldo Amado.

Comprovando que é possível inovar em sectores tradicionais, Ana Rodrigues, Responsável da Qualidade e Investigação da Dão Sul, falou acerca do processo de IDI na empresa, que passa por projectos em quatro áreas distintas: viticultura, enologia, marketing, e estrutura funcional, dando exemplos de projectos de cada uma delas, bem como, no caso dos projectos externos, das entidades parceiras com quem os desenvolvem.

De entre essas instituições nacionais e internacionais com quem a Dão Sul estabelece parcerias para o desenvolvimento dos seus produtos estão a Embrapa (no Brasil), o Instituto Superior de Agronomia (ISA) e a Universidade de Aveiro. E foi precisamente um Professor e uma investigadora destas duas últimas instituições que falaram sobre a colaboração profícua que as entidades de ensino e investigação mantêm com a produtora de vinhos desde há alguns anos.

 

Rogério de Castro, Professor Catedrático do ISA e consultor de Viticultira da Dão Sul apresentou os resultados de vários projectos de investigação e ensaios que desenvolveu ao longo dos anos nas vinhas propriedade da Dão Sul em Portugal e no Brasil. Igualmente, Cláudia Nunes, investigadora da Universidade de Aveiro, referiu os projectos que desde 2005 têm sido desenvolvidos para a produtora de vinhos, concentrando a sua apresentação na investigação levada a cabo pelo Departamento de Química e Bioquímica Alimentar para o desenvolvimento de tecnologias que permitissem a redução do teor de sulfitos no vinho, a quem muitas pessoas são alérgicas.

Na sua intervenção, Jorge Pina, CEO da Dão Sul, abordou os principais desafios da produtora de vinhos, inserida num mercado difícil, em profunda mutação, que é muito influenciado pelo nível/qualidade de vida dos consumidores, e cujos produtos não têm, “depois de retirados os rótulos das garrafas no supermercado” (canal de distribuição que, nos últimos anos, tem ganho quota de mercado ao canal HORECA de maiores margens), qualquer distinção. Por estes motivos, o vinho é, na opinião do CEO com passado na indústria automóvel, «um produto dificílimo de vender». A estes desafios juntam-se desafios particulares do próprio Grupo Global Wines (onde a Dão Sul se encontra inserida), como a falta de história ou família e de notoriedade de algumas das empresas do grupo e seus produtos.

O dia Dão Sul terminou como começou, com as intervenções de Joaquim Coimbra e Daniel Bessa, que resumiram as conclusões principais de um profícuo dia de partilha.

Conheça o programa do Dia Dão Sul.

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